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Envelhecimento ativo é tema de palestra na ALBA

Publicado em: 18/10/2022 17:36
Editoria: Escola do Legislativo

Palestra foi ministrada pela enfermeira Leila Mendes Sobrinho, do Núcleo de Ensino de Centro de Referência Estadual de Atenção à Saúde do Idoso (Creasi)
Foto: NeuzaCostaMenezes/AgênciaALBA
O envelhecimento ativo ou bem-sucedido foi o assunto da palestra que a enfermeira Leila Mendes Sobrinho, do Núcleo de Ensino de Centro de Referência Estadual de Atenção à Saúde do Idoso (Creasi), proferiu na manhã desta terça-feira (18), no plenarinho da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), dentro da programação da Semana do Servidor.

Preparar-se para o envelhecimento é de suma importância, segundo a palestrante, sobretudo num momento em que a expectativa de vida vem crescendo no Brasil e no mundo. “Esse é um tema que está muito em evidência. A gente se prepara para envelhecer desde o momento em que nasce, porque a gente já envelhece desde o primeiro instante de vida”, argumenta Leila Sobrinho.

Ela explica que há fatores que influenciam diretamente na questão do envelhecimento bem-sucedido. Dentre eles, estão o gerenciamento do estresse, a qualidade da alimentação, a ausência de alguns hábitos deletérios, como o sedentarismo, o tabagismo e a ingestão não moderada de bebidas alcoólicas.

“A gente sabe que existem fatores intrínsecos que são vinculados à genética, ao estilo de vida do indivíduo, às marcas que a vida vai causando. Nenhum envelhecimento é igual ao outro, ninguém envelhece igual a ninguém, mas existem fatores que são preponderantes para, sim, você ter uma melhoria dessa qualidade de vida e ter um envelhecimento bem-sucedido”, disse a enfermeira.

Dentro do conjunto de fatores para alcançar esse objetivo, Leila listou a prática de exercícios; a noite de sono bem-dormida; o não tabagismo; o não etilismo ou etilismo social, com parcimônia; e o exercício mental, mantendo o cérebro ativo com atividades lúdicas e intelectuais. Tudo isso, segundo ela, favorece ao não envelhecimento fisiológico.

Com relação à prevenção de patologias de cunho mental, como o Alzheimer, ela diz que é essencial ativar a memória. É importante “o hábito de fazer uma palavra cruzada, o hábito de ir por caminhos diferentes em alguns momentos, até para fazer aquele desafio ao seu cérebro e, de vez em quando, mudar um pouco seu itinerário, para que o cérebro possa criar outras estratégias e vincular você àquele mesmo caminho”.

A enfermeira lembrou que o Creasi, órgão estadual, atende os 417 municípios baianos, trabalhando com o perfil do idoso fragilizado. “O idoso que tem uma alteração na sua funcionalidade, no binômio autonomia e independência. Esse idoso tem uma significativa perda em um desses dois parâmetros ou nos dois, o que causa uma certa dependência de terceiros. A gente tem como público-alvo esse paciente, oferecendo a ele o atendimento multidisciplinar. Na área da saúde, nós temos médicos, geriatras, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos e diversas especialidades, inclusive psiquiatria, reumatologista e cardiologia”.

Por fim, Leila Sobrinho agradeceu o convite de palestrar na ALBA. “A gente que onde quer que se fale de envelhecimento é importante que o Creasi esteja presente, para que a gente possa realmente levar um pouquinho à população o esclarecimento sobre esse tema tão fundamental. É tão bom a gente envelhecer. Só não envelhece quem morre, né?”.


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