O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), deputado Adolfo Menezes (PSD), lamentou a morte da cantora Gal Costa, aos 77 anos, ocorrida na manhã desta quarta-feira (9), em São Paulo. A artista tinha cancelado as suas apresentações em palco até dezembro, pois se encontrava em processo de recuperação de uma cirurgia para extração de um nódulo no nariz, realizada há três semanas.
“Sou da geração que aprendeu a amar Gal Costa ainda na adolescência, com a sua voz divina e maravilhosa cantando ‘Não Identificado’, composição de Caetano Veloso”, rememorou o chefe do Parlamento.
Ao lado dos também baianos Caetano, de Gil e de Bethânia, Gal revolucionou a MPB, modernizando a música brasileira. “Como sou fã de Gal, é uma dor muito grande saber de sua partida, só temos o consolo de que sua voz será eterna através das dezenas de álbuns que ela gravou. Minhas mais profundas condolências à família Penna Burgos, aos amigos e milhões de fãs dessa cantora que deixa o Brasil hoje muito menos musical e muito menos sonoro”, lamentou Menezes em moção de pesar apresentada à Mesa Diretora da Casa.
Maria da Graça Costa Penna Burgos nasceu em 1945, em Salvador, Bahia, filha de Arnaldo Burgos e Mariah Costa Penna. Sua estreia ocorreu ao lado de Caetano Veloso, Maria Bethânia, Tom Zé, Gilberto Gil, no espetáculo “Nós, Por Exemplo”, em 1964. Em 1968, junto a Caetano, Gil, Nara Leão, Os Mutantes, Tom Zé, Capinan e do maestro Rogério Duprat, Gal participou do disco “Tropicália ou Panis et Circencis” – um dos mais revolucionários e icônicos de toda a história da MPB.
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