Antônio Conselheiro, Glauber Rocha, Lampião e Monsenhor Berenguer são só alguns dos nomes que têm forte relação histórica com a cidade de Monte Santo. Localizada no Território do Sisal, Monte Santo fica próximo a Euclides da Cunha. E neste 21 de março a cidade completa 186 anos de emancipação política. O deputado estadual Laerte do Vando (PSC) aproveitou a ocasião para homenagear sua terra natal na Assembleia Legislativa. “Cresci cercado por muitos tesouros que podem ser encontrados em Monte Santo. Joias históricas, culturais, minerais, materiais e religiosas, sua terra, seu povo e sua gente. Um conjunto de riquezas que dão a essa cidade o merecido título de terra sagrada”, disse o parlamentar.
Na moção de congratulação protocolada na ALBA em comemoração à data, o deputado Laerte do Vando relembra o início de toda história de seu município. Desde sua fundação, afirma, Monte Santo pode ser mesmo considerado um tesouro da Bahia para os amantes de história, cultura e fé mística. É que a religiosidade e devoção estão intrínsecas à cidade desde sua criação. Na terra arrendada do administrador colonial português Garcia d'Ávila, o fazendeiro João Dias de Andrade construiu a primeira casa e uma pequena capela entronizando a imagem de Nossa Senhora da Conceição.
Carinhosamente conhecida como santuário do sertão, foi com a chegada do missionário frei Capuchinho Apolônio de Todi, em 1785, que teve início a povoação da cidade, com a construção de um santuário para a procissão do Dia de Todos os Santos. O nome “Monte Santo” se deu quando o frei Apolônio de Todi se impressionou com a semelhança entre a serra na localidade e o Monte Calvário de Jerusalém. Na ocasião, o frei convidou os fiéis que o acompanhavam para transformar o lugar num “Sacro-Monte” (monte sagrado). A história conta que durante o cortejo ocorreu uma tempestade com ventos muito fortes, resultado das orações do capuchinho. No dia seguinte, o frei seguiu viagem, mas os moradores atribuíram milagres ao local, o que determinou a substituição da denominação de Serra do Piquaraçá para Monte Santo. Atualmente, as procissões da Semana Santa e da Festa de Todos os Santos reúnem milhares de fiéis em peregrinações na subida da serra, que finaliza seu percurso no Santuário da Santa Cruz.
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