Em sessão ordinária realizada pela Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), na tarde desta terça-feira (28), conduzida pelo presidente da Casa, deputado Adolfo Menezes, os parlamentares se revezaram, no pequeno expediente, para repercutir ações do seus mandatos e temas relacionados à saúde, turismo, meio ambiente, infraestrutura, entre outros.
Pedro Tavares (UB) repercutiu a pauta da Comissão de Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo, que aprovou visita a Mucugê, “reconhecido recentemente como principal destino turístico do Brasil”, além de incluir debate sobre a obra do Canal do Sertão Baiano. Ele também registrou críticas ao serviço da Embasa na região de Irecê.
Robinho (UB) retomou sua fala da sessão anterior, em que se mostrou preocupado com o clima de instabilidade no campo, com a proximidade do mês de mobilização do MST pela Reforma Agrária. O deputado leu trechos de reportagem da revista Veja, desta semana, que traz descontentamento do presidente Luís Inácio Lula da Silva com o movimento.
Leandro de Jesus (PL) trouxe os dados recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, do IBGE, para chamar a atenção da taxa de desocupação na Bahia, entre jovens de 18 a 24 anos, de 26,7%, e de Salvador, 33,5%. O parlamentar lamentou ainda que, para pessoas acima de 14 anos, a taxa é de 13,5% no Estado, e 14,3% na capital baiana.
Bobô (PC do B) fez um apelo ao secretário estadual de Turismo, Maurício Bacellar, para que o governo reconheça a instância do Comitê Gestor do Turismo Comunitário, já instalado pelo gestor, para que a lei que instituiu o Turismo Comunitário na Bahia possa ser implementada. O comunista lembrou que foi o autor da proposta na Casa.
José de Arimateia (Republicanos) registrou a audiência pública sobre o “Março Azul Marinho”, que chama a atenção do câncer colorretal, na Comissão de Saúde e Saneamento da ALBA, na manhã desta terça-feira (28). O deputado, proponente do debate, relatou que, atualmente no Brasil, quase 160 mil pacientes aguardam na fila para fazer o exame.
Olívia Santana (PC do B) saudou como mais uma conquista no mês da mulher, “entre celebrações entorno da luta das mulheres por empoderamento e igualdade”, a chegada da ex-presidente Dilma Rousseff, nesta terça, à presidência do banco dos Brics, na China. A comunista também parabenizou o início do programa Bahia Sem Fome, em Salvador.
Cláudia Oliveira (PSD) anunciou que, na próxima sexta-feira (31), Porto Seguro ganhará o serviço de alta complexidade em quimioterapia, com inauguração pelo governo do Estado no Hospital regional Luís Eduardo Magalhães, para atender a toda região. Segundo a pessedista, trata-se de um pedido dela ainda como prefeita ao então governador Rui Costa.
Hilton Coelho (Psol) comemorou o acordo entre o Ministério Público estadual e a Prefeitura de Salvador para aumentar a oferta de vagas na educação de jovens e adultos. O psolista ratificou as críticas à concessão de licença do Inema para construção de um resort de luxo na Ilha de Boipeba, “um empreendimento que equivale a 7 mil campos de futebol, uma área que corresponde a 20% do território da ilha”.
Rosemberg Pinto (PT) saiu em defesa da diretora-geral do órgão, Márcia Telles, de quem destacou “a conduta ilibada” em todos os licenciamentos que passaram em sua gestão, “de acordo com a lei aprovada na Casa”. Segundo o petista, em reunião no dia 23, na Secretaria de Meio Ambiente, com a presença do MP e representante do empreendimento, constatou que o licenciamento está correto, já que a Superintendência de Patrimônio da União (SPU) definiu a área como privada.
Em aparte, Vitor Bonfim (PV) se associou à fala de Rosemberg, destacando a capacidade técnica da gestora, “conduzindo aquele órgão com sensibilidade, extremo cuidado e assessorada por pessoas altamente capacitadas”. Segundo o parlamentar, o terreno em questão é uma fazenda com extensa área de coqueiral e quase não há mata nativa.
Ivana Bastos (PSD) também saiu em defesa da diretora do Inema, “que está sendo vítima da desinformação de pessoas críticas à iniciativa”. A deputada disse que, segundo pesquisa a qual teve acesso, “mais de 80% das pessoas que ali moram são a favor do projeto”. Ela cita contrapartidas como a construção de posto médico e centro de cultura.
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