Retrospectiva é o nome da exposição do artista plástico e servidor da Casa, Aldinho Mendonça, 77 anos, em cartaz desde a última terça-feira (2), no Espaço Cultural Josaphat Marinho, da Assembleia Legislativa da Bahia.
A mostra reúne 15 obras em acrílico sobre tela, de estilo figurativo moderno - que podem ser facilmente identificadas por seus observadores - criadas pelo artista no período de 2011 a 2023. Nas telas, Aldinho aborda temáticas diversas, a exemplo da arquitetura da Bahia, com casarios e igrejas, paisagens marítimas, anjos barrocos, azulejos portugueses, e a fauna e flora baianas.
Com senso de humor, Aldinho conta que seu olhar artístico veio ao nascer, quando abriu os olhos, e que o amor à pintura se revelou ao pegar, pela primeira vez, num lápis num papel. O primeiro trabalho remunerado aconteceu ao 13 anos: um mural de pedras na frente da casa do médico Osvaldo Leal, no Bonfim, “feito com aquelas pedrinhas parecendo pedrinha portuguesa, mas coloridas, fiz o elevador Lacerda, a Igreja do Bonfim, uma jangada, um saveiro”.
Apesar do amor pela atividade, Aldinho confessa que não tinha vocação para “passar perrengue”, como vários artistas baianos, que foram ao “Sul Maravilha” tentar a sorte. Presenteado com uma loja em Salvador, acabou ingressando no mundo da moda, multiplicou a atuação e, por mais de duas décadas, deixou a pintura em segundo plano.
Em 2008,voltou a trilhar o caminho da arte, dedicando-se com exclusividade, forjando seu próprio estilo, tendo como referência o trabalho de artistas renomados como Carlos Bastos, Carybé, Picasso, Monet, Genaro de Carvalho, Murilo Ribeiro, entre outros.
Atualmente, Aldinho segue produzindo suas obras e, ao mesmo tempo, como servidor da Casa, promovendo o trabalho de vários artistas da terra, ao coordenar, junto com Maritza Novato, e sob a direção de Fernanda Guedes, o Espaço Cultural Josaphat Marinho.
Feliz pelo sucesso de vendas da exposição Retrospectiva, confessou ter a melhor expectativa possível. “Na hora que eu cheguei aqui, eu desembarquei, já fui vendendo. O aplauso maior é a venda, né?”, comemorou.
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