Em projeto de resolução, o deputado Jurailton Santos (Republicanos) propôs a criação de plataforma digital na modalidade EaD (Educação a Distância) para os cursos oferecidos pela Escola do Legislativo da ALBA. Ele também sugeriu que sejam destinados 15% das vagas para jovens de baixa renda, de forma presencial, que residam em Salvador ou na Região Metropolitana. Para ter acesso aos cursos, haverá processo seletivo, com aplicação de provas sobre conhecimentos gerais e redação.
Os cursos oferecidos pela Escola do Legislativo baiano são direcionados aos servidores e seus familiares, mas o parlamentar pretende ampliar o acesso para jovens de 15 a 29 anos de baixa renda, de forma a qualificá-los para o mercado de trabalho. Este, considera o legislador, “é um tema crucial para o desenvolvimento socioeconômico de qualquer país”. No Brasil, prosseguiu, o acesso ao mercado de trabalho “é preocupante”, porque temos taxa de desemprego muito alta. Com relação à Bahia, Santos diz que “a preocupação é ainda maior”. Ele amparou sua afirmação em dados do IBGE que concede ao Estado “um dos piores índices de baixa escolaridade resultando em desemprego, o que pode gerar consequências negativas a longo prazo, como o aumento da criminalidade e a exclusão social”.
Nesse cenário, acredita, a Escola do Legislativo “assumirá um papel fundamental” ao oferecer cursos e capacitações para os jovens que desejam ingressar no mercado de trabalho e que não têm, por exemplo, oportunidade de cursarem línguas estrangeiras. Segundo o autor da proposição, a Escola também pode contribuir para a formação de profissionais mais qualificados e preparados para enfrentar os desafios do mercado de trabalho. Jurailton Santos concluiu dando o exemplo das assembleias legislativas de Tocantins, Roraima e Santa Catarina, estados onde a EaD “já é uma realidade, comprovando sua viabilidade”.
REDES SOCIAIS