A parlamentar citou na moção um artigo do jornalista baiano Albenísio Fonseca no qual ele defende a necessidade de abrir o farol para visitação pública, permitindo que turistas, estudantes e a comunidade local tenham acesso a essa joia histórica e cultural.
Com 21 metros de altura, o farol emite uma luz visível a uma distância de 14 milhas náuticas da costa, desempenhando um papel fundamental na orientação de navegantes e na proteção de embarcações de possíveis naufrágios nas proximidades dos recifes e bancos de areia do mar de Itapuã, que se abre para o Oceano Atlântico. “Não é de se admirar que sua praia seja uma das mais frequentadas pelos moradores e visitantes, especialmente durante o Verão”, pontuou ela.
Além de sua importância para a navegação, a praia do Farol de Itapuã é um local de desova de tartarugas marinhas, o que aumenta sua relevância logística e ambiental. A torre do farol já passou por várias fases de pintura, mas desde a década de 1950, suas cores vermelha e branca são mantidas, dando-lhe um visual característico.
Ao longo de sua história, conta Fabíola, o Farol de Itapuã passou por modernizações tecnológicas, como a instalação de um eclipsor em 1923, que permitiu que a luz se acendesse e apagasse automaticamente. A partir de 1939, uma válvula solar foi adicionada, e somente em 1986 o farol recebeu energia elétrica.
“Hoje, com 150 anos de existência, o Farol de Itapuã não é apenas funcional, mas também uma parte valiosa do patrimônio material e cultural do bairro e da cidade. Com sua torre redonda, lanterna e galeria, ele permanece como um farol de esperança, iluminando as noites estreladas e resistindo às tempestades como um símbolo da rica história da Bahia”, concluiu a deputada.
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