MÍDIA CENTER

Assembleia e IGHB lançam Coleção Bicentenário do 2 de Julho nesta quarta-feira

Publicado em: 21/11/2023 03:13
Editoria: Notícia

Evento marcado para Às 17h, no foyer do IGHB, no Largo da Piedade - também terá o lançamento do livro ?Escritos sobre o 2 de Julho ? Memória e Política"
Foto: AscomALBA/AgênciaALBA

A Assembleia Legislativa da Bahia e o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia lançam nesta quarta-feira (21), às 17h, na sede do IGHB, a coleção “Bicentenário do 2 de Julho”, impressa em regime de coedição – sem qualquer dúvida o maior tributo já prestado, no ramo editorial, à data magna da Bahia. Ela reúne sete publicações, contendo textos e autores considerados clássicos – alguns até inéditos em livros – que abordam, descrevem e relatam múltiplos aspectos dessa epopeia: a guerra ocorrida na Bahia para consolidar a Independência do Brasil. Na ocasião, também será lançado o livro de caráter ensaístico, “Escritos sobre o 2 de Julho – Memória Política”, fruto de extensa pesquisa realizada por funcionários do Legislativo, historiadores, da Diretoria Parlamentar através do Departamento de Pesquisa da ALBA.


Acondicionados em uma caixa, os sete livros da coleção ora lançada serão distribuídos para bibliotecas de toda a Bahia e elevam o programa editorial executado pelo Legislativo em parceria com o Instituto Geográfico e Histórico, instituição conveniada com o Parlamento. Sobre a coleção, o presidente da ALBA, deputado Adolfo Menezes, lembrou a importância do conhecimento da história para a construção da cidadania plena e reafirmou o seu compromisso em prosseguir com o programa ALBA Cultural que resgata títulos fora do catálogo das editoras comerciais, como é o caso dos sete livros integrantes da coleção primorosamente editada por Jorge Ramos, Sérgio Mattos e José Nilton Carvalho Pereira, com projeto gráfico de Alan Maia.


AS OBRAS


Os textos, em sua maioria, constam do acervo de edições da Revista do IGHB, publicada desde 1894, e são de autoria de notáveis membros da instituição, historiadores, professores, pesquisadores e intelectuais baianos que integraram em algum momento de suas vidas os quadros da instituição que há 130 anos exerce com louvor a missão de ser a guarda da memória histórica da Bahia.

O primeiro livro trata justamente da “Casa da Bahia”. É a história da sede própria do IGHB, inaugurado solenemente em 2 de Julho de 1923, dia em que foi comemorado o primeiro centenário do 2 de julho. Nele, além dos discursos proferidos por Theodoro Sampaio e Bernardino de Souza, principais mentores da obra, há poemas alusivos ao 2 de Julho e proferidos na ocasião por diversos poetas baianos. Seguem-se artigos publicados na Revista do IGHB e assinados por nomes como Manoel Querino, Xavier Marques, Edith Mendes da Gama e Abreu, Frederico Edelweiss e Monsenhor Manoel Aquino Barbosa.


No segundo livro, intitulado “A Obra da Bahia na Independência Nacional, estão contidos os textos ‘A Batalha de Pirajá’, de Miguel Calmon du Pin e Almeida (íntegra da conferência pronunciada em 8 de novembro de 1922 no Instituto Histórico e Geográfico do Brasil/IHGB), ‘A Bahia nas Cortes de Lisboa em 1821’, de Antônio de Araújo de Aragão Bulcão Sobrinho, e ‘Ação da Bahia na Obra da Independência Nacional’”, do historiador Braz do Amaral.


Cartas de Dom Pedro, Príncipe Regente do Brasil, a seu pai Dom João VI, Rei de Portugal” é o título do terceiro livro. Nele, estão além da correspondência, ativa e passiva, trocada entre os dois, informações pouco conhecidas sobre atos e fatos da época da Independência. Esta obra foi publicada uma única vez, em 1916, e é de autoria original de Eugênio Egas.

O quarto livro reúne uma coletânea de textos de alguns renomados e notórios sócios do IGHB: Luís Henrique Dias Tavares, Thales de Azevedo, José Calasans, Adroaldo Ribeiro Costa, Edith Mendes da Gama e Abreu e David Salles. A publicação original é de 1973, quando se comemorou o Sesquicentenário do 2 de Julho. Na época, os textos foram reunidos e organizados pelo professor Remy de Souza, da então Secretaria de Educação e Cultura do Estado da Bahia.


Recordações Patrióticas”, de Antônio Rebouças (quinto livro), é o depoimento prestado por quem acompanhou a participou de perto dos fatos que levaram à guerra pela Independência, em 1822/1823. Antônio Rebouças foi o secretário da histórica sessão do Senado da Câmara da Vila de Cachoeira, em 25 de junho de 1822. Acompanham as memórias dele, os seguintes textos extraídos de atos oficiais do governo rebelde da Bahia: “A Junta Governativa da Bahia e a Independência” - publicado em 1973 pelo Arquivo Nacional – e o “Relatório dos Trabalhos do Conselho Interino de Governo da Província da Bahia”, elaborado em 1823 pelo seu secretário Miguel Calmon du Pin e Almeida (1796-1865).


O sexto livro é a reedição de “As Façanhas de João das Botas”, um dos heróis da Guerra pela Independência, e foi escrito pelo Almirante Lucas Alexandre Boiteux, o maior historiador naval brasileiro, membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB). Há ainda neste volume o artigo “A Orla Marítima do Recôncavo e a Campanha da Independência na Bahia”, de autoria do historiador santamarense Pedro Tomás Pedreira, membro do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB).


O escritor itaparicano Xavier Marques (1861-1942), membro da Academia Brasileira de Letras e do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB) é o autor contemplado no sétimo livro. Ele é autor de “Ensaio Histórico sobre a Independência”, obra na qual analisa os múltiplos aspectos que diferenciam o processo da independência no Brasil em relação às colônias espanholas na América, embora ocorridos na mesma época. Na coleção “Bicentenário do 2 de Julho” esta obra recebeu um atualizado posfácio escrito por Pierre S. P. Malbouisson, graduado em História e mestre em Ciências Sociais (ambos pela Ufba). Ele é Analista Legislativo do Departamento de Pesquisa da assembleia Legislativa da Bahia.

















Compartilhar: