Desde a manhã de segunda-feira (20), famílias ligadas ao Movimento de Luta pela Terra (MLT) estão acampadas em frente à sede da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), reivindicando do Governo do Estado a conclusão do processo de assentamento de 61 famílias na área da Fazenda São Caetano, em Eunápolis. O deputado Hilton Coelho (Psol) apresentou na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) moção de solidariedade às pessoas acampadas e defendeu regularização urgente em Eunápolis.
Em pronunciamento na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), o deputado Hilton Coelho (Psol) solicitou ação do governador Jerônimo Rodrigues e acompanhamento do Poder Legislativo à questão. “A situação já se arrasta há pelo menos 15 anos. Um acordo firmado entre o Estado da Bahia e o movimento previa o assentamento das 61 famílias, no entanto, apenas 46 receberam o documento de concessão de uso da terra. As 15 restantes estão instaladas em um acampamento nas imediações da fazenda”, afirma o parlamentar.
Hilton Coelho, que esteve na área do acampamento das famílias do MLT na área do SDR, destacou em seu pronunciamento, “ações que podem ser caracterizadas como de pistolagem na ocupação da área. As famílias buscam, além da titulação e regularização da terra, o compromisso e ações do governo estadual para a remoção e realocação de alguns agrupamentos irregulares que vem ocupando parte de suas terras, inclusive com episódios de violência contra as famílias, destruição de casas e ataques diversos que podem ser caracterizados como criminosos”.
As famílias acampadas receberam resposta da SDR que amanhã, sexta-feira (24) haverá uma reunião para construir uma proposta de solução. O MLT fará diversas manifestações em defesa da reforma agrária e proteção à vida das famílias assentadas.
“Que se cumpra o acordo feito entre o Governo do Estado e as famílias beneficiárias do acordo para divisão do terreno feito em junho de 2021. Questionam, porém, que parte dessas áreas foi invadida por pessoas de fora do movimento e o governo estadual precisa atuar de forma rigorosa para garantir o acesso à área destinada às famílias ligadas ao Movimento de Luta pela Terra. Reafirmamos nosso apoio e solidariedade às pessoas que lutam pelo direito à terra para nela produzir e viver”, conclui Hilton Coelho.
REDES SOCIAIS