A rotina diária de Renath Alves de Souza, de circular com sacolas pesadas por departamentos públicos para vender iguarias produzidas no interior baiano, tornou-se menos sacrificante no começo desta semana. Com o início da Feira da Assembleia Legislativa, na última segunda-feira (28), a vendedora de 36 anos, natural do município de Miguel Calmon, passou a desfrutar de um ponto de venda estratégico para seus produtos, posicionado na saída do refeitório do Parlamento estadual. Itens da gastronomia oriundos de diferentes partes da Bahia, como o biscoito avoador, da sua cidade natal; a manteiga, de Várzea do Poço; e o queijo, produzido em Senhor do Bonfim, estão à venda em uma das 14 barracas montadas nos corredores da ALBA.
De acordo com Renath, que na Casa Legislativa é carinhosamente conhecida como Nath Balas, a presença na feira não apenas representa uma conquista pessoal, mas também destaca a riqueza e a diversidade dos produtos regionais que agora terão visibilidade em um dos centros políticos mais importantes da Bahia. “Hoje [a venda dos produtos] é o meu sustento, porque o meu esposo encontra-se desempregado. A feira traz vantagens para mim. Quando eu chego, deixo os produtos na barraca e as pessoas têm acesso a todas as coisas [que eu vendo] sem que eu tenha que carregar peso. Isso é ótimo. Aqui eu tenho mais acesso ao público”, afirmou a vendedora, que em 2023 concluiu a graduação em nutrição, tendo pago a faculdade com os valores obtidos pela comercialização dos produtos.
A feira da ALBA, que vai até o final da tarde desta quinta-feira (30), deu visibilidade também a outros 27 comerciantes, distribuídos em 14 barracas, ocupadas por duplas que ofertam produtos do mesmo segmento. Suzana Ferreira expõe bolsas, flores e chaveiros, trabalho autoral desenvolvido com resina e crochê, e carteiras em couro. Em menos de 48 horas com os itens na feira, percebeu vantagens. “As pessoas realmente olham os nossos trabalhos e compram. Recebi encomendas também”, informou.
Segundo Geisa Neves, que participa da feira pela quarta vez, o balanço das vendas de pudins com diferentes sabores tem sido positivo. “Muitas pessoas que não conheciam estão passando a conhecer, principalmente o pudim de licuri, que é o de maior saída”, disse enquanto atendia duas clientes.
Maiana Alencar, assessora no gabinete do deputado Raimundinho da JR (PL), comprou o pudim de licuri pelo segundo dia consecutivo, e adotou a iguaria como sobremesa. “Quem come, vicia”, justificou.
A feira recepcionou comerciantes dos segmentos de gastronomia, calçados e vestimentas, bijuterias e joias, artesanato, entre outros. Das 14 barracas montadas nos corredores legislativos como espécies de vitrines para divulgação de diferentes produtos de empreendedores baianos, sete foram viabilizadas pela deputada Maria del Carmen (PT), e a outra metade pelo deputado Laerte do Vando (PSC), como uma forma de reforçar e valorizar o pequeno produtor.
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