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Fátima Nunes comemora o Dia Nacional da Baiana de Acarajé

Publicado em: 30/11/2023 18:41
Editoria: Notícia

Deputada Fátima Nunes (PT)
Foto: AscomALBA/AgênciaALBA

A passagem do Dia Nacional da Baiana de Acarajé, 25 de novembro, foi comemorada pela deputada Fátima Nunes (PT) em moção de congratulações inserida na Ata de Trabalhos da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). De acordo com a petista, a data instituída pela Lei 12.016, de 19 de janeiro de 2010, “reconhece esse importante símbolo de resistência do povo negro”.


Reconhecidas nesta Lei como um importante ícone histórico e cultural da Bahia, as profissionais surgiram no século XVI com a chegada da diáspora africana no Brasil. A comercialização do acarajé tem início no período da escravidão, quando as escravas de ganho iam vender pelas ruas de Salvador, bolinhos feitos de massa de feijão-fradinho descascado, cebola, gengibre e camarão”, explicou Fátima Nunes.


Ela destacou que, para além da produção e venda das iguarias, as baianas trazem em seus trajes uma exuberância única, com saias rodadas, panos da costa, turbante, batas e contas, marcando a cultura afro-brasileira. “Neste sentido, as baianas de acarajé passaram a ser consideradas, desde 2004, Patrimônio da Humanidade pelo Instituto do Patrimônio e Artístico Nacional (Iphan). Também em 2012, as baianas foram reconhecidas com o Patrimônio Imaterial da Bahia e Patrimônio Cultural de Salvador”, lembrou.


Como explicou a petista, o acarajé faz parte da gastronomia das culinárias africanas e afro-brasileira. Trata-se de um bolinho feito de massa de feijão-fradinho, cebola e sal, e frito em azeite de dendê. Na Bahia, é servido com camarão seco, caruru e vatapá.


Na língua iorubá, a palavra acarajé vem “akara” (bola de fogo) e “je” (comer). É uma comida ritual da orixá Iansã e, portanto, pertencente à religião do Candomblé. Segundo a legisladora, a origem é explicada por um mito sobre a relação de Xangô com suas esposas, Oxum e Iansã, tornando-se assim uma oferenda a esses orixás. Por isso sua receita não pode ser modificada e deve ser preparada apenas pelos filhos de santo.


Desta forma, apresento aos nobres colegas deste Parlamento essa singela homenagem a todas as Baianas de Acarajé, que sempre lutaram pelo reconhecimento da profissionalização da atividade e das tradições da cultura afro-brasileira”, concluiu a deputada Fátima Nunes, pedindo que seja dado conhecimento da moção à Associação das Baianas de Acarajé e Mingau do Estado da Bahia (Abam).





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