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ÍNTEGRA - Mensagem do Presidente da ALBA Adolfo Menezes

Publicado em: 02/02/2024 00:40
Editoria: Notícia

Foto: JulianaAndrade/AgênciaALBA

Deputadas e deputados, minhas senhoras, meus senhores:
 
Em primeiro lugar, agradeço, em nome do conjunto dos deputados estaduais da Bahia, a presença do senhor governador Jerônimo Rodrigues neste ato formal de reabertura dos trabalhos legislativos em 2024.
 
Mais que apenas cumprir uma tradição formal, o pronunciamento anual do chefe do Executivo ao Legislativo é a sinalização mais clara de que nossa democracia vai bem, muito bem, obrigado, apesar de alguns senões e de alguns pesares.
 
Não fosse sólida e vigorosa, hoje poderíamos estar padecendo sob a mão brutal da ditadura e do arbítrio. 
Mas, são eles – aqueles que atentaram contra a nossa democracia – é que sofrem a dura, e pesada, mão da lei. 
 
Manus gravis legis – como dizem, em latim, os operadores do Direito. 
 
A liberdade deve ser a nossa espada; e o Estado Democrático de Direito, nosso credo. 
 
Atos violentos e antidemocráticos que tentaram enfraquecer a República não podem – e não vão – ficar impunes – como bem defende o nosso grande senador Otto Alencar. 
 
A divergência é salutar, mas não a depredação e a violência. E quem cultua a ditadura não merece viver em sociedade e menos ainda numa civilização. 
 
Temos uma Constituição e ela deve ser respeitada.
 
Os que intentaram um golpe de Estado, ironicamente, não foram fuzilados. Ao contrário, os que repudiaram a democracia têm direito à ampla defesa e até invocam, agora, a proteção dos direitos humanos. 
Terão essa proteção, conforme dita a lei de um país que se quer civilizado, desembargadora Cynthia Resende, empossada, hoje, chefe do Judiciário da Bahia. 
 
Minhas senhoras, meus senhores,
 
Em um momento muito delicado da nossa jovem democracia, o Supremo Tribunal Federal foi vital para comandar a resistência e levar a termo a sua missão de guardião da nossa Constituição Cidadã.
 
A soberania do povo brasileiro deve ser manifestada unicamente através do voto direto, secreto e universal. 
 
Ser Bahia ou ser Vitória é uma opção; ser democrata, contudo, é inegociável. 
Portanto, quando ouvirmos, daqui a pouco, o discurso do Governador da Bahia nesta Casa do Povo, estaremos refirmando o nosso pacto democrático de civilidade e de respeito a todas e todos. 
Certamente ouviremos boas novas, apesar das dificuldades que o Brasil e a Bahia ainda enfrentam. Mas, certamente é um ambiente mais desanuviado do que aquele porque passamos, quando foram destruídas nossas políticas públicas. 
 
O governador Jerônimo Rodrigues, ao fixar metas e estabelecer objetivos, sinaliza que estamos em um tempo de trabalho, de planejamento e, sobretudo, de ações de gente que gosta de gente. 
 
A superação das nossas dificuldades, somente se dará, minhas senhoras e meus senhores, pelo trabalho, com muito trabalho. 
 
Não vamos resolver tudo, porque tudo é impossível, mas temos que tomar as providências. 
 
E adicionar uma dose a mais de esperança em nossas vidas. 
 
Esperança na saúde, esperança na educação, esperança na segurança, esperança de que a fome não tome assento na mesa de milhões de baianas e de baianos. Enfim, esperança de dias melhores para todas e todos. 
Minhas amigas, meus amigos,
 
“Uma economia deve evoluir da pobreza agrária para indústrias diversificadas, para que possa competir com países rivais que são ricos há séculos”.
 
A frase não é minha, mas da revista britânica The Economist, uma das bíblias do capitalismo moderno. 
 
The Economist diz que, para isso, é preciso “infraestrutura, pesquisa e o envolvimento do Estado no processo”. 
 
Vale o mesmo para a Bahia, que precisa evoluir da sua pobreza agrária secular e ter indústrias diversificadas – da capital ao sertão.
 
Graças a Deus, começamos a ter, com o grande projeto da BYD, em Camaçari; e, agora, com o recente anúncio do parque tecnológico aeroespacial da Bahia, no espaço da Base Aérea de Salvador.  
Recentemente, o governo do presidente Lula lançou uma nova política industrial para o Brasil, e deu 90 dias para que ela possa sair do papel e fazer avançar o nosso desenvolvimento, como fez a Coreia do Sul décadas atrás, com metas definidas e, principalmente, investindo na educação.
 
Todos os países que querem se reindustrializar; todos querem indústrias verdes; todos querem arrumar um jeito de competir com a China. 
 
Nós temos que fazer a seleção dos setores prioritários, através de medidas fiscais, aporte financeiro e compras públicas, defendendo e valorizando os produtos made in Bahia. 
Senhoras deputadas, senhores deputados,
 
Posso afirmar aqui, sem medo de incorrer em erro, que a Bahia tem feito a sua parte neste processo de reconstrução do Brasil, trabalhando com austeridade, aplicando corretamente os recursos destinados ao Estado, mantendo em alto patamar os investimentos em obras e serviços essenciais, como saúde, educação e segurança. 
E também afirmo, sem medo, de novo, de incorrer em erro, governador Jerônimo Rodrigues, que a Bahia, contará, como sempre contou, com o empenho e a dedicação desta Casa para aquilo que for importante para as baianas e os baianos. 
 
Aproveito para agradecer, em nome de meus 62 pares, ao elogio público que Vossa Excelência, governador Jerônimo Rodrigues, fez, perante o presidente Lula, à qualidade deste parlamento, nominando-o como o “melhor de todos os tempos”.
E é vero, governador: são homens públicos que superaram divergências políticas e ideológicas em prol dos interesses da Bahia e melhoria da qualidade de vida do nosso povo.
 
Portanto, reafirmo, sem mais uma vez ter medo de errar, que diferenças políticas e ideológicas não limitarão nossas decisões.
 
Nós, os 63 deputados estaduais eleitos pelo povo, estaremos sempre imbuídos da responsabilidade de bem representar 15 milhões de pessoas nos quatro cantos desse imenso território baiano.
   
Esta Casa Legislativa, sem abdicar de suas prerrogativas, cumprirá sempre com os seus deveres, colocando – como sempre fez – os interesses de nossa terra em primeiro plano.
 
Saberemos, minhas senhoras e meus senhores, estar unidos na busca do melhor para a Bahia – o nosso leitmotiv, o que nos move. 
 
As dificuldades sempre existirão, mas serão vencidas com trabalho e espírito público, alicerçadas na democracia e confiadas na esperança. 
        
Nos gabinetes, nas Comissões Técnicas, no Plenário ou nas Galerias desta Casa, nós, os 63 deputados estaduais da Bahia, estaremos à altura dos reclamos de nossa terra e da nossa gente – através do trabalho conjunto de todos: da presidência; das lideranças partidárias; das assessorias parlamentares; dos servidores; de cada um das senhoras e dos senhores deputados. 
Neste segundo ano da bem avaliada administração de Jerônimo Rodrigues – um dos melhores governadores do país – teremos muito o que comemorar. 
 
Sabemos fazer festa, sim, mas, sobretudo, sabemos antes trabalhar. 
 
E, aqui, abro uma pausa pra quebrar um pouco o protocolo. No mês passado, durante o lançamento do Parque Tecnológico Aeroespacial da Bahia, o presidente Lula brincou e disse que o seu discurso, em um ano, caríssimo governador Jerônimo Rodrigues, já “mudou da água para o vinho”. 
 
É da prática: aprendemos fazendo; e fazemos cada vez melhor. 
 
O que não mudou, para quem lhe conhece há tempos, governador, foi a sua capacidade de pensar, de trabalhar muito, de agregar pessoas em torno de um mesmo projeto. 
 

Se o seu antecessor, o grande governador Rui Costa, era o “correria”, muitos já dizem que Vossa Excelência, no bom sentido, é muito pior – pesadelo para o sono de assessoras, assessores, secretárias, secretários, deputadas e deputados. 
 
E até para este que vos fala, notívago contumaz, já despertado pelo governador antes dos primeiros raios da aurora. 
E seu codinome, governador, nos quatro cantos da Bahia, já é Jerônimo-gentileza, pelo seu sorriso permanente, sua humanidade, sua educação, atendendo e ouvindo a todos, sem distinção. 
 
Usando os versos de “Gentileza”, de Marisa Monte: "Amor é palavra que liberta”, é o lema de Jerônimo-gentileza.
 
Para finalizar, senhoras e senhores, quero dizer que este primeiro de fevereiro é de celebração: 
celebração da nossa democracia e da nossa liberdade – bens irredutíveis e inegociáveis, senador Angelo Coronel.
 
Celebramos também a harmonia e a independência entre os poderes, como ocorre há 18 anos, nos mandatos do senador Jaques Wagner e do ministro Rui Costa, e que se repete agora com o governador Jerônimo Rodrigues. 
Agradeço em nome da Assembleia Legislativa da Bahia, mais uma vez, as presenças de sua excelência, o governador Jerônimo Rodrigues, chefe do poder Executivo; e da desembargadora Cynthia Resende, chefe do Judiciário da Bahia, na reabertura dos trabalhos da segunda sessão legislativa da vigésima legislatura.
 
Vamos com fé. Como já professou nosso querido Gilberto Gil, “a fé não costuma faiar”. 
Senhor do Bonfim nos guie; Irmã Dulce nos proteja. Odoyá, Yemanjá!




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