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Olívia Santana lamenta a morte de trabalhadores da construção civil

Publicado em: 07/02/2024 14:52
Editoria: Notícia

Deputada Olívia Santana (PC do B)
Foto: AscomALBA/AgênciaALBA

A deputada Olívia Santana (PC do B) apresentou moção de pesar pela morte dos trabalhadores da construção civil Wellington da Conceição Abade, 52, e Mario César Alves dos Santos, 51, que perderam suas vidas após a queda de um elevador de cremalheira, acidente ocorrido na obra de construção de um prédio na Avenida Octávio Mangabeira, no bairro Armação, em Salvador.



“É revoltante que, na era da alta tecnologia, trabalhadores da construção civil continuem sendo mortos em elevadores cremalheira, que não oferecem segurança suficiente para as pessoas transportadas neste tipo de equipamento”, lamentou a parlamentar, no documento inserido na ata dos trabalhos da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).



“Em Salvador, nossa capital afro, a carne negra segue sendo negligenciada, corpos negros descartados de maneira banal! Os operários da construção civil são uma mão de obra negra recrutada nas favelas e bairros populares. Eles constroem os prédios luxuosos e mansões da cidade e voltam para as suas moradias precárias. Em casos como o aqui relatado, as famílias recebem de volta corpos sem vida, enquanto a grande indústria os substituem por outros”, prosseguiu Olívia Santana.



Ela disse ainda que a indústria da construção civil é uma das mais lucrativas do mundo e que é importante que invista em modernização e segurança dos equipamentos de trabalho em seus canteiros de obras e que haja fiscalização rigorosa por parte das autoridades.



Segundo a deputada, os trabalhadores se expõem a muitos fatores e situações de risco no ambiente de trabalho que podem causar diversos efeitos à sua saúde, inclusive levar à morte. Acrescentou também que não é possível associar apenas um fator ou situação de risco como único causador de um acidente.



Para Olívia Santana, “os empregadores e gestores têm importante papel na manutenção de condições dignas e seguras de trabalho, assim como na implementação de políticas de promoção, prevenção e proteção da saúde e segurança do trabalhador(a). Para tanto, devem ter a visão de que promover a saúde e segurança do trabalhador(a) é um investimento estratégico e responsabilidade social e não um custo adicional”.



Olívia lembrou que as instituições governamentais responsáveis pelo monitoramento, fiscalização, vigilância e acompanhamento das ações de saúde e segurança do trabalhador são essenciais para garantir a execução das políticas de prevenção e proteção da saúde dos trabalhadores e trabalhadoras, além do cumprimento das normas técnicas legais, visando condições e ambientes de trabalho dignos, sadios e seguros.



“Muitas empresas tentam se eximir da responsabilidade em realizar a capacitação, treinamento de seus empregados imediatamente à contratação, fornecer equipamentos de proteção individual e coletiva (EPI e EPC), de promover ações coletivas. Nesse sentido, entendemos que o trabalho, que busca prover o sustento das famílias, promover o reconhecimento social e conferir dignidade às pessoas, quando exercido em condições precárias e inseguras, submete os trabalhadores e trabalhadoras a riscos potenciais com adoecimento, lesões e mortes no trabalho”, concluiu Olívia Santana.




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