A deputada Fátima Nunes (PT) inseriu, na ata dos trabalhos da Assembleia Legislativa do Estado da Bahia (ALBA), moções de congratulações pelo aniversário de emancipação política dos municípios de Novo Triunfo, Banzaê e Canudos. A petista destacou a história das cidades, todas com pouco mais de três décadas de existência, ressaltando a luta da população na conquista da autonomia administrativa.
Sobre No vo Triunfo, a legisladora escreveu que o município obteve sua emancipação em 24 de fevereiro de 1989, sofrendo, “como qualquer localidade do sertão nordestino, com as constantes secas, que trazem implicações na vida de seus moradores”. Fátima Nunes enalteceu a atuação de grupos que atuam na região, a exemplo do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, as Cooperativas e a Secretaria de Assistência Social, que ainda contam com parceiros de instituições privadas, como o Banco Real.
“A cultura municipal é revelada em diversas tradições que permanecem intactas, apesar da passagem do tempo, dentre elas o Reisado e o São Gonçalo. Através dessas manifestações, vemos que o povo de Novo Triunfo não deixou de lado suas tradições e consegue perceber que inovações e tradições podem e devem conviver lado a lado, porque a cultura de um povo é seu maior tesouro”, salientou a deputada, informando também que a economia local baseia-se na agricultura, pecuária, comércio e serviços.
Novo Triunfo faz limites com os municípios de Antas, Euclides da Cunha, Canudos, Sítio do Quinto, Jeremoabo e Cícero Dantas. Seus povoados mais conhecidos são Lagoa do Badico, Lagoa do Barro, Ouricui, Pedra Branca, e Cariri. O acesso ao município se dá através da BR-110 e da BA-396. “Parabenizamos a todos os moradores, personagens centrais desta linda história, pelo aniversário de 35 anos, ao prefeito, que tem feito uma ótima gestão, inserindo o município na rota do crescimento, e aos vereadores, que contribuem com muito trabalho e dedicação para o progresso da cidade”, manifestou a deputada.
DEMARCAÇÃO
Quem também comemorou 35 anos de aniversário de emancipação política, no último sábado (24), foi o município de Banzaê, que recebeu a homenagem da deputada Fátima Nunes. No registro da moção de congratulações, a líder da bancada do Partido dos Trabalhadores na Casa Legislativa narrou que Banzaê é um município baiano, localizado no Nordeste do Estado, circunscrito geograficamente entre o Agreste e o Sertão, compondo o território de identidade Semiárido Nordeste II.
Limitando-se com os municípios de Cícero Dantas, Ribeira do Pombal, Tucano e Quijingue, encontra-se a uma distância de 296 km da capital da Bahia. A cidade já foi um vilarejo do município de Ribeira do Pombal, sendo emancipado pela Lei nº 4.485, de 24 de fevereiro de 1989. Em 1990, o Governo Federal, através da Presidência da República, reconheceu as terras do aldeamento Kiriri como de ocupação tradicional e permanente indígena, sendo a demarcação finalmente homologada através do Decreto nº 98.828, de 15 de janeiro de 1990.
“Diante do exposto, requeiro aprovação desta moção de congratulações e aplausos para os banzaêenses, verdadeiros responsáveis pelos 35 anos de muitas lutas e conquistas ao longo da história do município. Em tempo, queremos parabenizar a prefeita Jailma e todo o Parlamento municipal pelo contínuo desenvolvimento econômico, político e social”, frisou a deputada.
TRAJETÓRIA
Canudos, que completou 39 anos de emancipação política no domingo passado (25), também mereceu os aplausos da deputada Fátima Nunes, que protocolou uma moção na Assembleia Legislativa, saudando o povo ordeiro e trabalhador do município, localidade inserida no Polígono das Secas e no vale do rio Vaza-Barris.
No documento, a legisladora conta toda a trajetória do líder cearense Antônio Conselheiro, a partir de 1893, época em que o território foi rebatizado como Belo Monte, povoado que atraiu milhares de pessoas, entre sertanejos, escravos recém-libertos e indígenas. Era considerado uma “utopia cristã”, porque seus habitantes eram autossuficientes, com roças e rebanhos coletivos.
No auge, com cerca de 25 mil habitantes, o povoado começou a ser visto como uma ameaça pelos coronéis latifundiários locais e pelos governos. A deputada lembra que tropas federais e estaduais iniciaram ataques em outubro de 1896, na denominada Guerra de Canudos, relatada posteriormente pelo engenheiro militar e jornalista Euclides da Cunha, cuja obra literária mais conhecida foi “ Os Sertões”, em 1902.
A Lei Estadual nº 4.405, de 25 de fevereiro de 1985, emancipou o vilarejo de Cocorobó do município de Euclides da Cunha. Aproveitando a fama do nome, o novo município foi batizado de Canudos. “Esta proposição é uma forma de homenagem a toda população canudense, que impulsiona diariamente a cidade, com muita força, coragem e fé. Também queremos estender nossos votos de felicitação ao prefeito e aos vereadores, que desempenham um papel de suma importância em prol do crescimento do município”, finalizou a petista.
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