O pequeno expediente da sessão plenária desta quarta-feira (27) foi rápido e contou com os pronunciamentos de quatro parlamentares. O primeiro a ocupar a tribuna foi José de Arimateia (Republicanos). Ele abordou basicamente dois temas. O primeiro foi a respeito da sessão especial realizada na terça-feira sobre o dia mundial do sono, contando com duas profissionais da Sesab. Andrea Barral e Fernanda Dubourg. “Temos que alertar a sociedade que o sono é uma necessidade vital para a saúde de qualquer indivíduo”, disse, lamentando que muitas vezes sua importância é negligenciada.
Em função de tudo que viu e ouviu, Arimateia apresentou uma indicação ao governador Jerônimo Rodrigues para pedir a inclusão do exame de polissonografia em crianças (que investiga a qualidade do sono do paciente) na rede estadual de saúde. Atualmente apenas o Hospital Octávio Mangabeira realiza tal procedimento, mas mesmo assim não inclui os pequenos.
O outro tema tratado pelo republicano foi a instalação do Conselho Estadual da Pessoa Idosa, nesta quarta. Ele participou do evento na qualidade de presidente da Frente Parlamentar de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa. “Iremos levar demandas que precisam ser olhadas pelo Poder Público”, disse, defendendo que o governo precisa investir mais no Fundo Estadual para o Idoso.
ACORDO
Tratou-se do pronunciamento mais longo da tarde. Um pedido de verificação de quorum derrubaria a sessão, mas o deputado Alan Sanches (UB), presidindo ad hoc os trabalhos, propôs ao líder da bancada governista, Rosemberg Pinto (PT), que abrisse um tempo para que os inscritos pudessem falar. Propôs três minutos, mas ficou certo de que seriam dois minutos.
Raimundinho da JR (PL) já estava pronto para discursar quando os líderes se entenderam. “Estou aqui para falar da minha indignação com os aumentos abusivos das passagens de ônibus” intermunicipais, disse, referindo-se ao reajuste de 8,11% que atinge também o serviço de lanchas e pedágios. A medida da Agerba foi publicada no Diário Oficial da segunda-feira. Os demais meios de comunicação só divulgaram nesta quarta, pegando os usuários de surpresa.
“Pra quem é assalariado, pra quem ganha um salário mínimo, é funcionário, isso pesa muito no bolso”, afirmou, classificando de absurdas as novas tarifas. Ele apresentou ainda uma planilha para falar dos pedágios da ViaBahia. “Pagamos R$ 611 por uma carreta que saiu de Salvador até a divisa do Estado”, contou, comparando com o restante da viagem: “Em Minas Gerais, pagamos R$ 319 e em São Paulo (a Fernão Dias), o meu caminhão paga R$ 121 para passar lá”.
SOCORRO A SANTA LUZ
Marcinho Oliveira (UB) ocupou a tribuna para se solidarizar com os conterrâneos de Santa Luz, que sofreram com os efeitos de uma tromba d’água, que caiu na noite de terça-feira. “Em pouco mais de uma hora caiu mais de 180 mm, um volume muito grande que deixou pessoas desabrigadas, bairros alagados”, lamentou. Ele citou particularmente o bairro de Alegreto, onde a chuva se associou a problemas antigos, segundo ele, deixado por muitos prefeitos e prefeitas.
O parlamentar anunciou que, na próxima semana, vai a Brasília para tratar de Alegreto, juntamente com o deputado federal Elmar Nascimento (UB), no Ministério da Integração Nacional. “Vamos mostrar a necessidade de haver uma passagem de água e uma drenagem pluvial mais profundada”, explicou.
Ainda na tribuna, Marcinho agradeceu ao chefe de gabinete do governador, Adolpho Loyola, e ao superintendente da Defesa Civil do Estado, Heber Santana, pela solicitude e presteza em atender ao pedido de socorro para Santa Luz.
O deputado Dr. Diego Castro (PL) mostrou sua insatisfação com a urgência ao pedido de autorização legislativa para contratação de empréstimo que está trancando a pauta desde a semana passada. “Se for aprovado, passaremos da casa dos R$ 4 bilhões só no governo de Jerônimo Rodrigues”, alertou, acrescentando o questionamento: “Para onde está indo esse dinheiro?”.
O liberal ainda perguntou qual a necessidade de fazer um novo empréstimo se o Tesouro do Estado apresenta uma reserva de R$ 7 bilhões. “Qual a necessidade de contrair novas dívidas que serão pagas pelo povo baiano?”.
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