Marinalva Nunes, da Aceb, detalhou como a Constituição de 1988 assegura o concurso público como meio único de se acessar carreiras no funcionalismo público. “São cerca de 24 mil pessoas efetivas na rede estadual de educação e 13 mil pessoas contratadas pelo Regime Especial de Direito Administrativo (Reda). Uma vergonha que precisa ter fim. Que se respeite o concurso público sem mais desculpas”.
“Foi uma grande conquista da luta popular a prorrogação da validade do concurso Saeb 03/2022. Lutamos agora pela celeridade na agenda política e que se nomeie as concursadas e concursados. Que se cumpra a lei e, com tantas vagas existentes, que as nomeações aconteçam o mais rápido possível”, afirmou Arielma Galvão, da APLB.
Dirigente da CTB, o professor Reginaldo Alves falou sobre os ataques ao funcionalismo público promovidos pelo neoliberalismo. “Não existe serviço público sem funcionalismo valorizado. A pandemia foi um grande exemplo da importância dos servidores públicos para a vida. O combate à Covid, em grande medida, se deu sob a ação direta do funcionalismo público”, exemplifica o sindicalista.
Raphael Leal, do Coletivo de Concursados e Concursadas da Uneb, destacou que “as universidades necessitam das nomeações dos professores concursados. Por outro lado, as pessoas aprovadas estão sob grande tensão, muitas com doenças mentais como depressão e outras. Aguardar a nomeação é algo angustiante”.
Edemir Brasil, do Coletivo Educar na Luta, lembra que “se desrespeita o concurso para professores e em relação aos trabalhadores da área administrativas das escolas, a situação é ainda pior. Não há concurso e todos são terceirizados. Vítimas das empresas que nem mesmo o salário em dia pagam. Um absurdo que repudiamos. Minha proposta é que a Comissão de Educação da ALBA pesquise a situação real da rede de ensino estadual. É preciso que valorize a escola pública, gratuita e socialmente referenciada”.
Em nome do Coletivo de Concursadas/Concursados da Rede Estadual, Washington Luis Bonfim, falou que “educação não deve e não pode ser encarada como defesa. É investimento no futuro e tem retorno garantido. Os concursados estão pontos para assumirem. Cabe ao Governo do Estado a imediata nomeação”.
Para a coordenadora da Defensoria Pública Especializada de Fazenda Pública, a advogada Raíssa Louzada, “a não nomeação das pessoas concursadas causa uma desassistência à população e graves problemas sociais. Colocamos a Defensoria Pública do Estado da Bahia à disposição desta luta para o que for necessário”.
A audiência pública deliberou que a Assembleia Legislativa da Bahia deve atuar para que a Secretaria de Educação convoque e nomeie as pessoas concursadas. A Comissão de Educação detalhará as decisões e encaminhará para que a ALBA atue de forma conjunta em defesa dos direitos dos concursados.
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