Aiquara completa, nesta sexta-feira (12), 62 anos de emancipação política, mesma data que o município de Dário Meira também comemora sua independência política. “Celebro com alegria a emancipação desses dois municípios, destacando a contribuição que eles tem dado para o desenvolvimento do território do Médio Rio de Contas”, disse Hassan, acrescentando que “através dos seus prefeitos, Delmar Ribeiro, e Wiliam de Alemão, abraço todos os aiquarenses e os dario-meirenses”. Através de moções de aplausos protocoladas na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), o deputado Hassan (PP) registrou essa importante data.
Hassan cita que a região onde hoje está localizado o município de Dário Meira fazia parte de uma extensa faixa de aldeamentos indígenas, conhecida como Sertão da Ressaca. Esse território, que vai das margens do alto Rio Pardo até o médio Rio de Contas, era habitado pelos povos indígenas Mongoiós, Aimorés e Pataxós, pertencentes ao tronco Macro-Jê.
Os primeiros moradores da região em que surgiu o município de Dário Meira, pelos idos de 1744 e 1799, foram o sargento-mor Raimundo Gonçalves da Costa e André Rocha Pinto, que em busca de zonas auríferas, exploravam as regiões banhadas pelos rios Gongoji e Novo. Em 1909, quando o sertanejo Gerônimo Rêgo Moutinho, com sua esposa Ana Moutinho e filhos aportaram naquelas terras, foi que surgiu a primeira propriedade rural, tendo como divisas naturais cercas vivas, as célebres cajazeiras.
Ainda com a presença de índios antropófagos, a esposa de Gerônimo foi ferida por uma flecha. Ela, o esposo e filhos fizeram prece a Nossa Senhora do Desterro, tendo conseguido afugentar os índios, e em cumprimento à promessa feita, fez uma capela em honra à santa. À Nossa Senhora do Desterro, Gerônimo Rêgo Moutinho doou grande faixa de terra da sua propriedade, surgindo assim as primeiras casas, depois o povoado.
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