MÍDIA CENTER

Obras de Luzimar Azevedo ficam no Legislativo até sexta-feira

Publicado em: 22/04/2024 22:15
Editoria: Escola do Legislativo

Os quadros da exposição Mem-orí-a A-fé-tiva não serão vendidos
Foto: AscomALBA/AgênciaALBA


Mem-orí-a A-fé-tiva é a exposição que abre a Semana Cultura da ALBA nesta semana. A mostra reúne 14 obras da artista Luzimar Azevedo que, nas palavras do curador da exposição, Mário Edson, “munida de pincéis, telas e tintas, solta a imaginação”, em criações em óleo sobre tela. Os trabalhos apresentados “fazem parte de uma rica história onde elementos que compõem a síntese de uma bela e reverenciada africanidade, aliada a elementos que remetem ao seu histórico familiar se fundem em construções de beleza singular”.


Especialista em Tecnologia da Informação, área onde atuou por 25 anos, Luzimar aposentou-se dos números e algorítimos há cinco anos e descobriu a arte como “contemplação e consolo” após a perda do marido. Num momento de confluência e coincidência, ela vendeu a empresa de engenharia de software e descobriu as artes plásticas, sendo hoje declaradamente “uma profissional das artes”, que já expôs em São Paulo e Brasília e se prepara para exposições na Itália e Espanha no mês de junho. A mostra da ALBA, revelou a artista, tem por inspiração “minha ancestralidade”. Luzimar Azevedo é neta de ialorixá, foi criada “em casa de Candomblé, mas, batizada na igreja católica, frequentava a missa todos os domingos”.


Desse sincretismo, ela retira a criatividade que marca suas telas. “Revisitando labirintos da memória, vai reconstruindo imagens e símbolos com tintas, pincéis e fios coloridos aquilo que seus sentimentos definem hoje sobre o que os olhos da menina curiosa viram um dia com o encanto da primeira vez”, descreve o consultor da exposição, Adinelson Àkànbi Ode Filho, artista e mestre de literatura iorubá da Ufba.


A exposição da ALBA, confessou a artista, a ajuda “a ser mais feliz”, por ser uma oportunidade única e impensada até então. “Nunca achei que teria acesso à Casa do Povo”, disse Luzimar, adiantando que esta oportunidade a coloca em contato com um público eclético e diferenciado, distante dos aficionados por arte que frequentam as galerias. As peças expostas no Saguão Josaphat Marinho não estão à venda. Os interessados podem encomendar uma réplica impressa em canvas, processo que reproduz à semelhanças das telas.













Compartilhar: