MÍDIA CENTER

Robinho luta para inibir furtos de cacau na Bahia

Publicado em: 09/05/2024 07:33
Editoria: Notícia

Deputado Robinho (UB)
Foto: VannerCasaes/AgênciaALBA


Com o objetivo de garantir a transparência e a rastreabilidade na cadeia da produção do cacau, o deputado Robinho (UB) apresentou, na Assembleia Legislativa, projeto de lei que prevê o cadastramento obrigatório dos compradores do produto agrícola. Com a proposta, o parlamentar espera inibir a venda indiscriminada do cacau sem origem, que pode estar alimentando furtos e outras práticas ilegais na região cacaueira, devido ao alto preço do produto no mercado internacional.


O texto da proposição ora apresentada traz os aperfeiçoamentos considerados oportunos por conta do aumento dos furtos de cacau que ocorrem nas roças e na sede das propriedades”, explicou Robinho, ao justificar o PL. De acordo com a proposição, os compradores devem ser devidamente registrados na Junta Comercial (Juceb) e devem cadastrar os produtores em um banco de dados próprio, visando conhecer a origem do cacau. A proposta de Robinho estabelece ainda que os compradores só podem ser pessoas jurídicas.


Na justificativa, Robinho ressaltou ainda a importância do cacau não apenas para a Bahia e o Pará, mas para diversos outros estados do Brasil que possuem condições favoráveis para sua produção. “O cacau é reconhecido por seu alto teor de antioxidantes, contribuindo para a redução do risco de doenças cardiovasculares e sendo essencial para uma alimentação saudável”, pontuou ele. No entanto, o aumento dos furtos de cacau nas propriedades têm sido motivo de preocupação.


Uma das medidas mais importantes propostas no PL é a penalidade para o descumprimento das regras. O Artigo 2º estabelece que as empresas que adquirirem cacau, sem a devida origem, estarão sujeitas a uma multa equivalente a 100 vezes o valor do produto adquirido, a ser paga ao Estado. Essa penalidade será dobrada a cada reincidência, sem prejuízo de outras sanções cabíveis.


 



Compartilhar: