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Olívia apresenta moção de pesar pela morte de Aysha Vitória

Publicado em: 05/08/2024 18:03
Editoria: Notícia

Deputada Olívia Santana (PC do B)
Foto: AscomALBA/AgênciaALBA

É com sentimento de tristeza e indignação que escrevemos essa moção de pesar pelo falecimento da menina Aysha Vitória, vítima de violência sexual seguida de morte, perpetradas pelo seu algoz”. Assim inicia a deputada Olívia Santana (PC do B) o texto em que expressa, na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), sua consternação diante do assassinato de Aysha Vitória Santos da Silva, de apenas 8 anos, no bairro de Pernambués, em Salvador, no dia 23 de julho.


A comunista solicitou ao Legislativo baiano que dê ciência da moção de pesar à família enlutada. “Nos solidarizamos com toda a família e amigos de Aysha, especialmente sua mãe e seu pai, cujo sofrimento é ainda mais profundo. Que todos possam ser confortados e que a lembrança dos bons momentos com a sua pequena menina possam trazer algum alívio ao longo da continuidade da vida da família, já que a dor é irreparável”, escreveu.


A legisladora externou seu desejo de que as autoridades atuem de forma exemplar e com efetividade na punição do agressor, aplicando a pena máxima permitida. “O algoz de Aisha era um homem conhecido, como ocorre na maioria dos casos, que se aproximou da família e demais vizinhos, para cometer crimes. Ele atraiu Aysha para sua casa e, diante da recusa, a arrebatou com força, abusou sexualmente e depois tirou a vida da criança”, registrou.


A deputada lamentou que as políticas de enfrentamento à violência contra as meninas e mulheres ainda não sejam capazes de refrear os números que se multiplicam, “especialmente porque a causa de todos esses crimes, que é o machismo arraigado na sociedade, segue de forma que o endurecimento das leis não trazem a eficácia desejada”. Para ela, é urgente a educação para o desenvolvimento do respeito às mulheres e a construção da igualdade de oportunidades, para o desenvolvimento de uma cultura de respeito e valorização das mulheres nas escolas e na educação familiar.


A parlamentar trouxe a descrição da família sobre a criança – uma menina meiga, alegre, educada e sorridente, que circulava apenas poucos metros numa rua estreita, entre a casa da mãe e da avó, e cumprimentava os vizinhos sempre com uma boneca nas mãos. “Um crime premeditado, uma dor sem tamanho, que abalou e comoveu a capital baiana”, compadeceu Olívia Santana.




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