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ALBA comemora 17 anos de políticas públicas para juventude

Publicado em: 12/08/2024 20:53
Editoria: Notícia

Sessão foi proposta pelos deputados Matheus Ferreira (MDB) e Rosemberg Pinto (PT), contou com a presença de autoridades políticas e representação da sociedade civil organizada
Foto: JulianaAndrade/AgênciaALBA

Para comemorar o Dia Internacional da Juventude e celebrar os 17 anos de políticas públicas para o segmento no estado, a Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) realizou, na manhã desta segunda-feira (12), uma sessão especial que abordou o protagonismo e os principais desafios que impactam os jovens baianos. 

O encontro, proposto pelos deputados Rosemberg Pinto (PT), líder da maioria da Casa Legislativa, e Matheus Ferreira (MDB), reuniu autoridades e representantes da Juventude no Plenário Orlando Spínola. Primeiro a se pronunciar na sessão, Rosemberg Pinto lembrou as mazelas vividas pelos jovens da sua geração, agravadas com o Golpe Militar de 1964. Segundo o parlamentar, à época a ditadura limitou o avanço dos jovens, impedindo inclusive, a organização de grupos em centros estudantis livres. Ainda de acordo com o líder do Governo na ALBA, o jovem baiano só veio a ter visibilidade, a partir de 2007, com a chegada do Partido dos Trabalhadores ao poder, no primeiro governo Jaques Wagner, quando se iniciou uma política institucional para a formação da juventude e de sua inclusão nas políticas públicas. Rosemberg ressaltou, também, a participação da ALBA na aprovação de diversos projetos de estímulo ao protagonismo da juventude.  “Foi nos nossos governos que mais se aprovou projetos de estímulo à manutenção dos nossos jovens nas escolas, caso contrário estaríamos perdendo essa juventude para outros caminhos, ou não dando oportunidade de se manter num aprendizado, que é a ferramenta de capaz de transformar o ser humano”, afirmou. 

O deputado Matheus Ferreira, por sua vez, destacou a importância do Dia da Juventude e elogiou as políticas públicas transversais criadas pelos governos estadual e federal. “Nos favorecem na educação e no esporte, a exemplo do Bolsa-Presença, o Pé-de-Meia, o Faz-Atleta, ações que geram o impulsionamento da nossa juventude para o futuro”, enfatizou. Também presente na cerimônia, a deputada Lucinha do MST (PT) lamentou a demora para a construção de políticas públicas para a juventude na Bahia, tendo como parâmetro o Estatuto da Juventude, aprovado há apenas onze anos. “Para avançar, tem que ter uma combinação de organizações populares, estudantis, da Juventude, do Poder Executivo, que vêm fazendo esse esforço, mas também do poder da Casa Legislativa, para fazer com que as políticas cheguem na ponta e inclua a juventude”, sugeriu.

Primeiro coordenador institucional da Juventude do Estado da Bahia, ainda no governo Wagner, e atualmente presidente do PT, Eder Valadares comentou sobre os desafios em tirar a juventude baiana da invisibilidade, ao inserir o jovem no orçamento do Estado, e construindo o processo de participação dos próprios jovens para expor seus anseios e demandas. “Começamos com o processo de participação, dando voz, para depois dar vez à juventude, com a primeira Coordenação Estadual de Juventude, e a Casa Legislativa teve um papel fundamental em transformar uma ação do governo petista em política de Estado, transformando em lei o Conselho Estadual e o Plano Estadual de Juventude em lei”, lembrou.

O ato, que contou com participação expressiva de representantes do segmento, teve a mesa coordenada pelos proponentes, e composta pelo vice-governador do Estado, Geraldo Júnior (MDB); pelo coordenador-geral de Política para a Juventude do Governo do Estado da Bahia, Nivaldo Millet; os deputados Olívia Santana (PCdoB), Lucinha do MST (PT) e Robinson Almeida (PT); a secretária de Promoção da Igualdade Racial, Ângela Guimarães; o secretário estadual de Cultura, Bruno Monteiro; a defensora pública estadual, Cynara Gomes; a chefe de gabinete da Secretaria Estadual de Relações Institucionais (Serin), Mary Cláudia Souza; a coordenadora de Juventude da Secretaria Estadual de Educação, Larissa Menezes; o ex-coordenador do Conselho Estadual de Juventude e atual presidente do Partido dos Trabalhadores na Bahia, Éden Valadares; a beneficiária do projeto Primeiro Emprego, Bianca Rocha; e o representante da juventude indígena e presidente da União de Estudantes da Bahia, Luiz Pataxó, entre outros participantes.


TRANSVERSALIDADE                                                            

Para o secretário estadual de Cultura, Bruno Monteiro, a data convida à reflexão sobre o papel da juventude para o desenvolvimento das políticas públicas, “porque a gente rompeu há algum tempo com a ideia de que a juventude era o futuro, de que falar de políticas para a juventude era sempre projetar o que seriam os jovens para o próximo momento e o que a gente impõe é afirmar o que a gente quer para o presente, enxergando suas demandas para o agora”, frisou.Monteiro citou as políticas transversais do Governo do Estado na Saúde, Educação, na Segurança pública e na Cultura, os editais e as políticas de fomento para que as juventudes tenham mais acesso aos recursos, à produção e à fruição cultural. 

“As políticas de fomento, de apoio e de democratização da cultura em curso, no Estado, vêm para valorizar aquelas manifestações que acontecem nas periferias urbanas, nos quilombos, nos acampamentos indígenas e da reforma agrária, em todos os lugares onde há povo, e onde há povo há saberes sendo desenvolvidos”, afirmou.Mesmo elogiando o esforço e a construção das políticas públicas nas governos Wagner, Rui Costa e Jerônimo Rodrigues, a presidente do Conselho Estadual da Juventude na Bahia, Laís Santana, cobrou “o cumprimento dessas políticas nas periferias, no campo, nos quilombos, onde dificilmente essas políticas alcançam, e quando alcançam, muitas pessoas não entendem que são políticas públicas”, explicou.

Atual coordenador-geral de Política para a Juventude, Nivaldo Milet, que tinha apenas 9 anos quando da implantação das políticas para a juventude na Bahia, falou do impacto dessas políticas em sua vida. “Hoje, com 26 anos, só sou o que eu sou por causa do “Mais educação”, das escolas de tempo integral, da banda de música do colégio da Polícia Militar, coisas que permitiram que outros acidentes não acontecessem na minha vida”, reconheceu.Nesses 17 anos, de acordo com Millet, a Bahia avançou na elaboração de mais de 40 políticas, programas e projetos específicos para a juventude, a exemplo do “Primeiro Emprego”, o “Mais Futuro, “Partiu Estágio, “Dignidade Menstrual”, entre outros. “O nosso trabalho não para por aí. Precisamos alcançar todos os 3,5 milhões de jovens dessa Bahia, garantindo a presença cotidiana do nosso governo, e temos trabalhado muito para isso”, afirmou.


 



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