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Assembleia em luto oficial por falecimento de Sebastião Nery

Publicado em: 23/09/2024 19:54
Editoria: Notícia

Presidente Adolfo Menezes se solidarizou com os familiares e destacou a trajetória do jornalista e político
Foto: AscomALBA/AgênciaALBA

O presidente Adolfo Menezes decretou luto oficial de três dias no Legislativo em reverência ao jornalista, escritor e político Sebastião Nery, que faleceu aos 92 anos. Ele estava internado há quatro meses e será cremado nesta terça-feira, às 8h, no Cerimonial do Carmo, no bairro do Caju, no Rio de Janeiro, cidade onde ele estava radicado. O ex-deputado estadual Sebastião Augusto de Souza Nery nasceu em Jaguaquara, no Vale do Jiquiriçá, em 8 de março de 1932.


O deputado Adolfo Menezes rogou a Deus que conforte aos amigos e entes queridos de Sebastião Nery que se tornou conhecido nacionalmente também pelos quatro livros que escreveu narrando casos do folclore político nacional: “Meu abraço solidário à família – Maria Cristina e aos filhos Jacques, Sebastião Junior e Ana Rita – e aos seus amigos e leitores”.


MOÇÃO


Além do luto oficial, o presidente da Assembleia também protocolou uma moção de pesar junto à Secretaria Geral da Mesa em que traça um rápido perfil de Sebastião em seus mais de 70 anos de atividade permanente na política, no jornalismo e na memorialística.


Sebastião estudou inicialmente no Seminário de Amargosa e Seminário Central da Bahia. Formou-se em filosofia pela UFMG e em direito pela Ufba. Ainda em Belo Horizonte começou a trabalhar como jornalista e já em 1954 foi eleito vereador pelo PSD, mas sua candidatura foi impugnada pelo TRE, que alegou que ele representava o então clandestino PCB.


Três anos depois, voltou a Salvador, onde trabalhou nos jornais A Tarde e Jornal da Bahia. Em 1962, elegeu-se deputado estadual pelo MTR (Movimento Trabalhista Renovador). Exerceu o mandato até ser preso em 31 de março de 1964, no dia do golpe militar. A Assembleia Legislativa em menos de 30 dias cassou-lhe o mandato. Solto, reassumiu por decisão do TJ, mas outra cassação, em dezembro, privou-lhe os direitos políticos.


No Rio de Janeiro, trabalhou no Diário Carioca, TV Globo, Tribuna da Imprensa e Correio da Manhã. Em 1975, virou colunista da Folha de São Paulo e comentarista político em emissoras de televisão, época dos livros sobre o folclore político. Com a redemocratização, foi para o PDT brizolista (recém-criado) e se elegeu nas eleições de 82 pelo Rio de Janeiro. Já nas eleições presidenciais de 1989, foi um dos assessores de Fernando Collor de Melo. Depois, foi nomeado adido cultural em Roma e em Paris. Sem mandato, voltou ao jornalismo político e escreveu uma dezena de livros, inclusive a “A Nuvem”, em que traça a sua trajetória. Livro que lançou também em Jaguaquara.



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