A deputada Fátima Nunes (PT) apresentou, na Assembleia Legislativa, moção de aplausos pelo 63º aniversário de emancipação política de Santa Brígida, que será comemorado no dia 27 de julho. “Parabenizo a todos os santa-brigidenses pelos 63 anos de muitas lutas e conquistas ao longo da história do município”, afirmou a parlamentar, que aproveitou para aplaudir a gestão do prefeito e toda a Câmara de Vereadores e desejar contínuo desenvolvimento econômico, político e social.
No documento protocolado na Secretaria-Geral da Mesa da Assembleia Legislativa, a petista conta a história da localidade, que se inicia quando o português Antônio Manoel de Souza ficou viúvo de Brígida. Após a morte da mulher, o fidalgo, que era proprietário de terras, decidiu doá-las e, no ato da escritura, batizou o local como Santa Brígida, em 1817, homenageando a sua amada esposa.
A parlamentar conta que, nos anos de 1940, a localidade era conhecida como a terra de Maria Bonita e rota de passagem frequente de Lampião. Na ocasião, não era mais que um pequeno povoado do município de Jeremoabo, com algumas casas de barro cobertas de palha e poucos moradores. A economia se baseava na criação de bodes e cabras como fonte de renda e subsistência. Também foi nessa época que chegou na região, um penitente e pregador que curava as pessoas. O nome dele é Pedro Batista da Silva.
Fátima Nunes relata que Pedro ficou conhecido por sua sabedoria em dar conselhos, efetuar curas e livrar pessoas dos maus espíritos. Ele se tornou soldado do Exército aos 17 anos, servindo no Sul do Brasil. Uma visão o trouxe de volta ao Nordeste, por onde vagou entre Alagoas, Sergipe, Pernambuco e Bahia, até fixar-se em Santa Brígida, juntamente com vários romeiros que o seguiam e chegaram posteriormente. Sua chegada a Santa Brígida ocorreu em 14 de junho de 1945.
Ao contrário do que havia ocorrido em Canudos, as autoridades locais acolheram Pedro Batista e seus romeiros. Ele logo começou a desenvolver a agricultura local como meio de subsistência. Foi ele também que fez gestões junto aos poderes constituídos para transformar o local em distrito
O crescimento de Santa Brígida se reflete na história administrativa. O povoado é elevado a sede de distrito, devido a um pedido do beato Pedro Batista. Ali se instalaram um juizado de paz e um registro civil. A partir de então, o objetivo foi alcançar a emancipação de Jeremoabo. Isso aconteceu em 27 de julho de 1962 pela Lei nº 1757 de 27 de julho de 1962, sancionada pelo então governador Juracy Magalhães. “Pedro Batista, o conselheiro que deu certo, um homem misterioso. Um líder religioso que fundou Santa Brígida e fez até Reforma Agrária no Sertão da Bahia”, definiu a parlamentar.
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