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Comunistas lamentam morte do historiador Péricles de Souza

Publicado em: 16/09/2025 05:50
Editoria: Notícia

Bancada do PC do B da ALBA é composta pelos deputados Bobô, Fabrício Falcão, Olívia Santana e Zó
Foto: AscomALBA/AgênciaALBA
A bancada do PC do B lamentou a morte do historiador Péricles de Souza, presidente de honra do partido, ocorrida em 5 de setembro, em Salvador. Assinam a moção os deputados Bobô, Fabrício Falcão, Olívia Santana e Zó, que enalteceram a trajetória do correligionário, referência histórica do movimento comunista brasileiro.

Natural de Vitória da Conquista, Péricles dedicou a vida à luta por um Brasil justo e democrático. Na juventude, destacou-se no movimento estudantil e logo abraçou a militância revolucionária, enfrentando os anos sombrios da ditadura militar. Engajado no movimento secundarista, ingressou na Ação Popular (AP) e, após o golpe de 1964, passou a atuar na resistência organizada.

Condenado à revelia, viveu na clandestinidade, em grande parte fora da Bahia, até a anistia de 1979. Foi fundamental na reorganização do PC do B no Nordeste e, com o retorno à vida pública, assumiu papéis de liderança no partido, sendo presidente estadual por muitos anos e, mais tarde, presidente de honra na Bahia. Teve participação ativa na redemocratização e integrou as coordenações estaduais das campanhas de Lula à presidência, a partir de 1989.
Em 2011, recebeu da Assembleia Legislativa da Bahia o Título de Cidadão Benemérito da Liberdade e da Justiça Social João Mangabeira, em reconhecimento à sua trajetória de luta pela democracia e justiça social.

“Péricles foi um companheiro leal, firme nas convicções e incansável na luta por um Brasil mais justo e igualitário. Sua partida deixa um vazio imenso no coração de todos que tiveram a honra de conviver com ele. Seu legado não se resume às ações realizadas, mas à inspiração que continuará guiando aqueles que seguem a luta por um mundo conduzido pelo princípio da justiça social. Um exemplo de generosidade, coragem e amor ao próximo, valores que permanecem vivos em nossa memória. Que sua trajetória siga iluminando caminhos e fortalecendo a luta por um mundo mais solidário e inclusivo”, diz um trecho da moção.


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