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Hilton Coelho cobra prevenção após tragédia das chuvas em Minas

Publicado em: 25/02/2026 11:39
Editoria: Notícia

Deputado apresentou moção de pesar por vítimas das chuvas na Zona da Mata Mineira
Foto: AscomALBA/AgênciaALBA

O deputado Hilton Coelho (PSOL) apresentou moção de pesar na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), em solidariedade às vítimas da tragédia causada pelas fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata Mineira, com impactos devastadores em Juiz de Fora e Ubá. O desastre deixou dezenas de mortos, milhares de desabrigados e pessoas desaparecidas, escancarando a vulnerabilidade histórica de populações que vivem em áreas de risco.


Para o parlamentar, não se trata de fatalidade. “O que vemos é a repetição de um padrão de abandono. Cidades sem políticas efetivas de prevenção, ocupações empurradas para encostas e margens de rios, falta de drenagem, contenção de encostas e moradia digna. Quando a chuva cai, o Estado falha e quem paga com a vida é o povo pobre”, afirma Hilton Coelho.


As enchentes, deslizamentos e transbordamentos de rios destruíram bairros inteiros, arrastaram casas e isolaram famílias, exigindo atuação permanente das equipes de resgate e voluntários. Mesmo com a mobilização emergencial, o deputado cobra respostas estruturais e permanentes. “Socorro imediato é obrigação. Mas, sem investimento contínuo em prevenção de desastres, urbanização de áreas vulneráveis, políticas de habitação e adaptação climática, o luto vira rotina”, denuncia.


Hilton Coelho também critica o subfinanciamento das políticas de proteção e defesa civil e a ausência de planejamento urbano que enfrente o racismo ambiental. “As tragédias climáticas atingem sempre, em maior grau, os mesmos: trabalhadores, comunidades periféricas, quem foi empurrado para áreas de risco pela desigualdade. É preciso romper com esse modelo que naturaliza mortes evitáveis.”


Na moção, Hilton expressa solidariedade às famílias das vítimas e às comunidades atingidas, reconhece o trabalho das equipes de resgate e voluntários e cobra dos governos ações urgentes. “Reconstrução com dignidade, assistência integral às pessoas desabrigadas, transparência na aplicação de recursos e um plano estruturante de prevenção de desastres, com moradia segura, obras de contenção, drenagem urbana e políticas de adaptação às mudanças climáticas. Não aceitaremos que, a cada verão, o Brasil conte seus mortos como se fosse destino. É política pública ou é morte. Nosso compromisso é com a vida”, conclui Hilton.


Reportagem: Ascom 

Edição: Divo Araújo  





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