O deputado Hilton Coelho (PSOL) propôs, em projeto de lei que apresentou na Assembleia Legislativa, que a Bahia institua o Dia Estadual do DJ, a ser celebrado em 9 de março, data internacionalmente reconhecida como Dia Mundial do DJ. Ao justificar a proposição, ele dissertou sobre o histórico da profissão e garantiu que o propósito é reconhecer, valorizar e preservar a contribuição cultural, artística e econômica dos profissionais da discotecagem (Disc Jockeys-DJs), “cuja atuação constitui elemento relevante na construção da identidade cultural contemporânea e no fortalecimento da economia criativa”.
Para o deputado, esta é uma categoria profissional que desempenha papel central na difusão da música, na produção cultural e na dinamização do setor de entretenimento, “além de contribuir decisivamente para a formação de novos públicos e para a democratização do acesso à cultura”.
De acordo com o PL, no Brasil, a cultura da discotecagem ganhou força a partir das décadas de 1950 e 1960, com a expansão dos bailes dançantes e dos sistemas de som, consolidando-se posteriormente como “elemento estruturante” da música urbana, especialmente nas manifestações culturais ligadas à juventude e aos movimentos culturais das periferias. Na Bahia, nos anos 1980, “a cultura DJ ganhou ainda mais força com o legado de DJ Wilson, conhecido como O Mago das Mixagens”. “Mais do que agentes do entretenimento, os DJs desempenham função relevante como instrumentos de expressão cultural de diversos segmentos da sociedade, especialmente aqueles historicamente marginalizados”, disse.
O deputado também destacou a atuação destes profissionais em manifestações culturais ligadas à cultura negra e afro-brasileira, “profundamente enraizada na identidade baiana; aos movimentos culturais urbanos das periferias, como hip hop, rap e trap; às manifestações da comunidade LGBTQIA+, incluindo eventos emblemáticos como a Parada do Orgulho LGBT+ de Salvador, uma das maiores do país”.
Assim, concluiu, o reconhecimento institucional da data representa um gesto de “valorização da diversidade cultural e da pluralidade social” que caracterizam a Bahia, e seria, também, “uma estratégia de fortalecimento da economia criativa e de valorização dos profissionais da cultura, contribuindo para geração de renda, emprego e oportunidades no setor cultural”.
Reportagem: Nice Melo
Edição: Franciel Cruz
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