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Procuradoria da Mulher da ALBA lança cartilha infantil sobre violência de gênero

Publicado em: 26/03/2026 11:51
Editoria: Notícia

A Casa de Dona Joana ? Uma História Sobre Proteção e Coragem, da vereadora e delegada Gabriela De Diego Garrido
Foto: JulianaAndrade/AgênciaALBA
A Procuradoria Especial da Mulher (PEM) da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) lançou, na manhã desta quinta-feira (26), sua primeira publicação voltada à educação infanto juvenil sobre direitos da mulher e violência de gênero. A Casa de Dona Joana – Uma História Sobre Proteção e Coragem, da vereadora e delegada Gabriela De Diego Garrido, é uma cartilha que tem como público-alvo crianças entre 5 e 8 anos de idade, inspirada na Lei Maria da Penha.

Titular da Procuradoria, a deputada Fabíola Mansur (PSB) destacou que o lançamento foi a celebração do “compromisso coletivo com a vida, a dignidade e a proteção das mulheres". Ela explicou: "Falar sobre violência de gênero com crianças é um passo essencial para formar uma sociedade mais consciente, que não naturalize a violência e que aprenda, desde cedo, o valor do respeito e do cuidado”.

A iniciativa, realizada pela Procuradoria Especial da Mulher da ALBA, em parceria com o Instituto Tear, sob a presidência da vereadora Gabriela Garrido, “reforça que o enfrentamento à violência contra a mulher precisa ser construído em conjunto”.

Fabíola também destacou a participação da Escola Municipal do Pescador, de Itapuã, por meio da Escola do Legislativo, que compareceu ao lançamento com cerca de 40 crianças, e “nos mostra que educar é o caminho para prevenir, romper ciclos e construir um futuro mais seguro para todas”. Por fim, a deputada agradeceu à gráfica da ALBA “pela agilidade e compreensão na impressão do livro, contribuindo de forma essencial para a realização deste momento”.

Segundo Gabriela Garrido, a publicação “não é apenas uma história infantil, é um instrumento de proteção”, que pretende ensinar às crianças a identificar o que é cuidado, respeito e violência. “A gente não está só formando consciência, a gente está prevenindo futuros ciclos de dor”, disse a autora. A partir de sua vivência como mulher, palestrante e delegada lotada na Delegacia Especial da Mulher de Vitória da Conquista, ela decidiu escrever a cartilha, que instrui sobre a rede de apoio e acolhimento disponível às mulheres vítimas de violência.

RESPONSABILIDADE COLETIVA

Para ela, a violência doméstica não é um problema privado, “é uma responsabilidade coletiva”. Fazer o lançamento na Assembleia Legislativa foi “estratégico, porque aqui se constroem leis, mas também se constroem mensagens. E, hoje, a mensagem é clara: proteger crianças é prioridade, educar para o respeito é urgente, romper o ciclo de violência é possível”, declarou Gabriela.

Quando se trata de violência de gênero, a repressão é importante, “mas educação é essencial”, comentou a delegada-geral adjunta da Polícia Civil da Bahia, Márcia Pereira. Por isso, revelou, todos os agentes e unidades da PC estão sendo treinados para não apenas atender mulheres vítimas de violência, mas acolhê-las.

Acolhimento e educação são o binômio ao qual Márcia Pereira tem se dedicado em busca do treinamento e capacitação das equipes da Polícia Civil, instituição que tem nas Deams e nos núcleos de atendimento à mulher sua rede de apoio disponibilizada para “toda e qualquer vítima feminina de violência, em especial crianças e adolescentes”, declarou.

Daiane Santana, coordenadora da equipe da Procuradoria da Mulher, destacou que a cartilha lançada nesta quinta-feira na ALBA está em consonância com os objetivos da PEM de promover a defesa dos direitos das mulheres, a igualdade de gênero e auxiliar mulheres vítimas de violência e discriminação. A Procuradoria atende e acolhe diretamente as vítimas, recebe denúncias, encaminha as que solicitam apoio jurídico e oferece acompanhamento às famílias.

Reportagem: Nice Melo
Edição: Divo Araújo 



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