O deputado Hilton Coelho (PSOL) apresentou, na Assembleia Legislativa, uma moção de pesar pelo falecimento do cineasta, roteirista, escritor e gestor cultural Orlando Senna, ocorrido no último dia 9 de junho, aos 86 anos. Considerado uma das maiores referências do audiovisual brasileiro, Orlando construiu uma trajetória marcada pela defesa da cultura, da democracia e da liberdade de expressão.
Para Hilton Coelho, a morte de Orlando Senna representa uma perda irreparável para a Bahia e para o Brasil. “Orlando Senna foi um dos maiores intelectuais e formuladores da cultura brasileira. Sua obra e sua atuação pública estiveram sempre comprometidas com a defesa da democracia, da justiça social e da valorização da produção cultural nacional”, afirmou o parlamentar.
Autor de obras fundamentais do cinema brasileiro, como “Iracema – Uma Transa Amazônica”, realizado ao lado de Jorge Bodanzky durante a ditadura militar, Orlando se tornou símbolo da resistência cultural ao denunciar desigualdades sociais, violações de direitos humanos e a devastação ambiental na Amazônia.
“Orlando utilizou a arte para revelar as contradições do Brasil e dar voz aos setores historicamente excluídos. Foi um artista comprometido com o povo e com a transformação social”, destacou Hilton.
O deputado também ressaltou a atuação de Orlando Senna como gestor público. À frente da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, durante a gestão de Gilberto Gil, contribuiu para a democratização do acesso às políticas culturais e para o fortalecimento da produção audiovisual brasileira.
“Ele compreendia que cultura não é privilégio, mas um direito. Sua contribuição foi decisiva para ampliar oportunidades, fortalecer a diversidade cultural e consolidar políticas públicas para o setor”, disse.
Ao manifestar solidariedade aos familiares, amigos e à comunidade cultural, Hilton afirmou que o legado de Orlando Senna permanecerá vivo. “A Bahia perde um de seus maiores filhos. O Brasil perde um intelectual brilhante e um defensor incansável da cultura. Sua obra e suas ideias continuarão inspirando as lutas em defesa da arte, da democracia e dos direitos do povo brasileiro”, concluiu.
Reportagem: Ascom
Edição: Franciel Cruz
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