Os 173 anos de aniversário de fundação e emancipação política de Alagoinhas, comemorados no dia 2 de julho, foram saudados pelo deputado Niltinho (PSD) em moção de congratulações inserida na ata dos trabalhos da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).
No documento, o parlamentar apresenta dados geográficos e históricos do município, integrante do Território de Identidade do Litoral Norte e Agreste Baiano, situado a 108 km da capital Salvador e com uma população estimada de 151.065 habitantes, segundo censo do IBGE de 2022.
Niltinho explica que o nome Alagoinhas se deriva das pequenas lagoas e córregos da região, além das águas dos rios Sauípe, Catu, Subaúma e Quiricó, que cortam o município. “Vale observar que a sua água de excelente qualidade é considerada a segunda melhor do mundo, sendo uma de suas maiores riquezas, e que faz parte do aquífero que vai desde Dias d’Ávila a Tucano e atrai diversas indústrias do polo cervejeiro”, escreveu Niltinho.
Segundo o legislador, Alagoinhas teve seu povoamento iniciado no final do século XVIII, quando um Padre Português fundou uma capela em louvor a Santo Antônio, em torno da qual se formou o povoado de Santo Antônio das Alagoinhas, datado de 7 de novembro de 1816, subordinado à vila de Inhambupe.
“Importante ponto de passagem para boiadas e de acesso para o Sertão Nordestino, a freguesia de Santo Antônio das Alagoinhas passou a prosperar e recebeu muitos habitantes, vindos principalmente de Inhambupe, Irará e Santo Amaro, quando, por consequência, se inicia, por volta da década de 1840, o processo de emancipação da freguesia”, explicou Niltinho.
A freguesia de Santo Antônio das Alagoinhas foi elevada à categoria de vila em 16 de junho de 1852, com o mesmo topônimo, e foi tornada cidade com a Lei Provincial nº 1.957, de 7 de julho de 1880, tendo seu topônimo simplificado para Alagoinhas.
Ainda segundo o legislador, o desenvolvimento da vila aconteceu devido à abertura da estação ferroviária, inaugurada em 1863, pertencente à Estrada de Ferro da Bahia ao São Francisco, tendo em vista que era centro de atividades econômicas devido ao grande fluxo de pessoas e mercadorias.
O deputado Niltinho lembrou ainda que, em 18 de novembro de 1880, foi construído um dos maiores símbolos locais, a Segunda Estação de São Francisco, e que, em 1897, a cidade teve um papel fundamental durante a Guerra de Canudos, quando acolheu tropas federais e estaduais e prestou assistência aos soldados feridos.
Outro fato histórico destacado por Niltinho foi a descoberta do primeiro poço de petróleo no município, em 1964. “Três anos depois, já havia 30 poços, motivo que fez com que a Petrobras se instalasse no município, gerando seu desenvolvimento e aumentando os investimentos, mas também crescimento desordenado, deixando várias pessoas sem saneamento básico e acesso aos serviços de saúde, sendo que, com o desenvolvimento ferroviário e a descoberta de poços de petróleo, Alagoinhas cresceu bastante economicamente, tornando-se polo de sua região”, explicou Niltinho.
Para além das atividades da indústria do petróleo e gás, o parlamentar destacou os recursos hídricos abundantes da cidade, que fez com que fábricas de bebidas beneficiadas pela qualidade da água se consolidassem por lá.
Por fim, Niltinho recordou que alguns alagoinhenses se destacaram no campo da literatura e educação, como Maria Feijó (1918), José Olívio Paranhos Lima (1955), o poeta e dramaturgo Lázaro Zacaríades (1957), o poeta, professor e pesquisador acadêmico Ednaldo Soares, publicado no Brasil e na Itália, e o escritor e mestre em linguística Adson Vasconcelos (1965), autor de diversos livros didáticos, pedagógicos e literários.
Reportagem: Luciano Aguiar
Edição: Franciel Cruz
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