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Olívia propõe plano de contingência para enfrentar efeitos do El Niño

Publicado em: 03/08/2026 15:18
Editoria: Notícia

Deputada defendeu a criação de um plano estadual de contingência para reduzir os impactos do El Niño nos municípios baianos
Foto: Ascom/AgênciaALBA
A deputada Olívia Santana (PCdoB) sugeriu ao governo do Estado a criação e implementação imediatas do Plano de Crise e Contingência Preventiva – El Niño 2026, com a articulação e o acionamento prioritário dos municípios baianos afetados por desastres climáticos recentes, com especial destaque para Salvador.

Na indicação protocolada na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), ela discorre sobre o El Niño e afirma que o fenômeno climático historicamente “atua inibindo os sistemas de chuva na Região Nordeste, gerando um cenário de grave redução na precipitação, aumento contínuo das temperaturas médias e máxima evapotranspiração”, fatores que elevam “drasticamente o risco de extremos climáticos”.

No documento, a deputada lembra que a Bahia enfrenta um histórico recente desafiador, alternando, de forma trágica, entre enchentes severas, secas prolongadas e queimadas. “Cidades que já sofreram com esses impactos encontram-se com sua infraestrutura fragilizada e necessitam, urgentemente, do acionamento e amparo do governo do Estado antes que o El Niño agrave suas vulnerabilidades”, disse Olívia ao governador Jerônimo Rodrigues, alertando que Salvador exige atenção especial.

Segundo ela, a capital baiana enfrenta os impactos diretos das mudanças climáticas, manifestados no aumento progressivo das temperaturas, na irregularidade do regime de chuvas e na elevação do nível do mar. Somado a isso, continuou, o relevo acidentado da cidade a torna propensa a desabamentos e deslizamentos de terra em áreas de encostas, onde se concentra alta densidade populacional.

“Esta mesma população sofre de forma desproporcional com as ondas de calor urbano, intensificadas pelo bloqueio de frentes frias, típico do fenômeno El Niño”, garantiu, lembrando ainda que Salvador é a segunda capital menos arborizada do Brasil.

Essa ausência de cobertura vegetal, argumentou a deputada, “elimina o conforto térmico e potencializa o efeito das ilhas de calor nas periferias urbanas durante os picos de temperatura previstos”.

Ela defendeu a indicação afirmando que, diante da iminência dos efeitos do El Niño, projetados para o segundo semestre deste ano, “a estruturação de um plano de contingência robusto e articulado entre o Estado e as prefeituras deixa de ser apenas uma demonstração de eficiência administrativa para se tornar um dever humanitário urgente”.

Reportagem: Nice Melo  
Edição: Divo Araújo 


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