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Bobô quer garantir atendimento bancário presencial em municípios baianos

Publicado em: 03/08/2026 18:23
Editoria: Notícia

Projeto de lei de Bobô estabelece contrapartidas para instituições financeiras contratadas pelo Estado da Bahia
Foto: Ascom/AgênciaALBA
O deputado Bobô (PCdoB) pretende estabelecer contrapartidas de inclusão bancária, atendimento humanizado, continuidade dos serviços e valorização do trabalho nas contratações celebradas entre o Poder Público do Estado da Bahia e instituições financeiras públicas ou privadas, bancos e cooperativas de crédito. O parlamentar demonstra preocupação com a redução da rede bancária física, que tem como consequências a diminuição dos postos de trabalho e a transferência progressiva dos serviços para canais exclusivamente digitais.

Dados do Banco Central mostram que a Bahia possuía 1.095 agências bancárias em 2016 e encerrou 2025 com apenas 756 unidades, o que representa o fechamento de 339 agências em menos de uma década. Em 2026, 214 dos 417 municípios baianos já não possuem uma única agência bancária.

De acordo com o legislador, o encerramento da última agência em uma cidade obriga os moradores a percorrer longas distâncias para sacar benefícios, resolver bloqueios, atualizar cadastros, contestar transações ou acessar serviços que não podem ser adequadamente solucionados por terminais eletrônicos. Ele aponta ainda que os impactos recaem principalmente sobre pessoas idosas, pessoas com deficiência, aposentados, pensionistas, beneficiários de programas sociais e cidadãos com acesso limitado à internet.

O projeto de lei determina que a cobertura deverá considerar os Territórios de Identidade, a população atendida, as distâncias, as condições de deslocamento, a existência de comunidades rurais e tradicionais e os índices de conectividade.

Bobô lembra que a Bahia movimenta expressivo volume de recursos e contrata serviços financeiros de elevado valor econômico. “É legítimo que esse poder de contratação seja utilizado para assegurar retorno social, proteção aos usuários e presença territorial adequada. A instituição que administra salários, benefícios, receitas tributárias ou programas públicos não pode considerar a população apenas como carteira de clientes, devendo assumir compromisso efetivo com a qualidade e a continuidade do serviço prestado”, arrematou o deputado.

Reportagem: Nivaldo Costa 
Edição: Divo Araújo 



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