Os estagiários do ensino médio da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) participaram, nesta terça-feira (4), de uma roda de conversa voltada à prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Ao todo, o encontro reuniu mais de 30 estudantes, nos dois turnos, e foi conduzido pelas psicólogas Mary Lopes e Renata Oliveira, do Centro Estadual Especializado em Diagnóstico, Assistência e Pesquisa (Cedap).
A iniciativa foi promovida pelo Programa de Atendimento Psicossocial dos Estagiários do Ensino Médio da ALBA (Pape), vinculado ao Departamento de Serviço Social, com apoio da Escola do Legislativo e parceria do Cedap.
Para a psicóloga Renata Oliveira, o engajamento dos jovens fez a diferença na atividade. “A turma demonstrou uma excelente entrega e percebemos que eles não têm barreiras para debater o assunto, o que facilita o trabalho. É uma fase natural de descobertas e a juventude é perfeitamente capaz de viver sua sexualidade com responsabilidade, desde que tenha acesso à informação”, avaliou.
Já Mary Lopes ressaltou a urgência de abordar o tema de forma contínua. “Percebemos que a educação sexual perdeu espaço nas escolas e na grande mídia, onde costuma ser lembrada apenas no Carnaval. Essa falta de diálogo nos espaços de convivência reflete no aumento das ISTs entre os jovens. Por isso, iniciativas como esta são fundamentais para que eles compreendam as consequências da falta de prevenção e multipliquem esse conhecimento com colegas, amigos e familiares”.
A estagiária Lara Valentina, do Departamento de Administração de Pessoal e Recursos Humanos, ressaltou que “a atividade foi muito interativa e coletiva. A dinâmica de posicionamento ajudou a descontrair e facilitou para a gente tirar dúvidas. Esse é um tema sério que deveria ser debatido com mais frequência nas escolas, pois a falta de informação ainda gera muitas situações de gravidez não planejada, por exemplo. Ter esse espaço de aprendizado traz muito mais segurança para o nosso desenvolvimento”, afirmou.
Representando a equipe do Pape, a assistente social Chirlei Damasceno destacou a importância de planejar ações preventivas alinhadas à realidade dos estudantes. “Além do acompanhamento individual, realizamos encontros coletivos mensais. A escolha dos temas nasce da escuta direta dos estudantes e do acompanhamento das pautas que impactam a sociedade. Decidimos trazer essa reflexão agora porque sabemos como as grandes festas populares, a exemplo do São João e do Carnaval, podem influenciar no aumento dos índices de infecções desprotegidas. Nosso objetivo é sempre oferecer informação de forma preventiva”, concluiu.
Reportagem: Thiago Virgílio
Edição: Divo Araújo
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