O programa ALBA Cultural, promovido pela Escola do Legislativo, abre a semana com a exposição “Salvador-477 Anos”, do arquiteto e artista visual Marcos Renê. São 17 telas em acrílico sobre tela que retratam a cidade antiga, seus saveiros e velas, igrejas, casarios e lavadeiras. A história da descoberta e formação de Salvador é a “fixação” do artista, que fica a imaginar o que viu Thomé de Souza ao se aproximar e desembarcar na costa baiana.
Apaixonado confesso pela cidade, Marcos constrói sua obra sobre fotos antigas de Salvador e as reproduz nas telas, imprimindo estilo e linguagens próprios. A pintura faz parte da vida do artista desde criança, mas foi na pandemia que ela se concretizou de maneira profissional. Confinado em casa por força do lockdown, “que nos tirou da normalidade”, ele se deparou com a necessidade de se exercitar e experimentar novas atividades.
Assim, aprofundou o estudo sobre a história da Bahia e de Salvador e escreveu o romance histórico A Catedral. Começou, também, a pintar e, hoje, define a pandemia como um marco decisivo na sua vida de artista. Antes, a pintura era um hobby. Hoje, uma atividade profissional, que Marcos Renê divide com o restauro de casarões e igrejas, atividade que exerce como arquiteto.
Atualmente, ele está à frente da restauração da Igreja Nossa Senhora dos Remédios, em Cachoeira, e da sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em Aracaju. E segue com projetos arquitetônicos para residências particulares em Mucugê, na Chapada Diamantina.
As obras que compõem a mostra da ALBA são as mesmas que integraram recente exposição do artista no Hotel da Bahia. Esta semana no Saguão Josaphat Marinho acendeu “alta expectativa” no artista, que espera venda expressiva. Marcos Renê participa do ALBA Cultural a convite do coordenador do espaço, Aldinho Mendonça, e acredita que, na Assembleia Legislativa, será possível ampliar e diversificar o público, conquistando maior visibilidade para sua obra. As telas em exposição estão à venda, com preços a partir de R$ 1.000.
Reportagem: Nice Melo
Edição: Divo Araújo
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