O deputado Eduardo Salles (PV) representou a Assembleia Legislativa, na noite desta quinta-feira (13), na abertura do 14º Encontro Baiano dos Laticinistas, no Senai Cimatec, em Salvador.
O evento conecta produtores, indústrias, especialistas e representantes do setor público, inovação e oportunidades de negócios que podem chegar a mais de R$ 20 milhões ao longo dos três dias de encontro. Este ano, a inovação do setor terá ênfase, entre mais de uma centena de debatedores sobre os caminhos do setor, novas tecnologias e oportunidades.
“A cadeia do leite é grandiosa demais. Ela, na verdade, é estruturante para o interior da Bahia”, disse o parlamentar. Ele ressaltou que o estado tem “70% de seu território no semiárido e que o cultivo agrícola é limitado, enquanto o setor leiteiro chega a ocorrer pujança, com produção de leite em cada canto”. Sobre o evento, disse que fomenta o comércio, que incentiva a interação, a inovação. “As novas tecnologias são difundidas aqui e, ao mesmo tempo, são debatidos os assuntos de fundamental importância para a cadeia produtiva, especificamente para os laticínios da Bahia”.
Ele compôs a mesa da abertura, juntamente com os secretários da Integração, Adolpho Loyola, e da Agricultura, Vivaldo Góes; o presidente do Sindileite, Lutz Vianna; os deputados federais Zé Neto e Cláudio Cajado; o presidente da Fieb, Carlos Passos, o secretário executivo-adjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária, Fábio Rodrigues; o presidente do Conselho Nacional das Indústrias de Laticínios (Conil), Paulo Cintra; o diretor do Sebrae, Vitor Lopes, e o presidente da CAR, Geandro Ribeiro.
A cadeia produtiva do leite na Bahia envolve cerca de duas mil empresas, quase 63 mil empregos diretos e mais de 314 mil indiretos. Destas empresas, mais de 230 são laticínios. O setor tem atuação direta na atividade econômica e na geração de empregos de diversos municípios baianos. Por isso, o encontro está atraindo indústrias de todos os portes, além de entidades financeiras, fornecedores e especialistas.
Os participantes vão discutir inovações no setor, como buscar mais eficiência energética, processos mais sustentáveis, produtividade, mais qualidade. Meios de utilização da inteligência artificial na produção também não ficaram esquecidos. A programação apresenta ainda acesso ao crédito e questões tributárias.
A grade do encontro abrange temas que representam os principais desafios do setor como os custos de produção, além das questões ambientais e obrigações sanitárias. Aprimorar a eficiência na gestão executiva e da apresentação dos produtos.
Reportagem: `Paulo Menezes
Edição: Franciel Cruz
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