“A Bahia faz parte de quem eu sou”. Foi assim que o político e empresário João Gualberto encerrou seu discurso de agradecimento, após receber a Comenda 2 de Julho no plenário da Assembleia Legislativa, em sessão especial realizada na tarde desta quinta-feira (27).
Os trabalhos se iniciaram com a indicação da composição da Mesa de Honra pelo deputado Manuel Rocha (UB), autor da proposição que fez de João Gualberto comendador baiano. Foram convidados a tomar seus assentos o deputado Niltinho (PSD), os prefeitos de Salvador, Bruno Reis; de Feira de Santana, José Ronaldo, e de Mata de São João, Bira da Barraca.
Também compuseram a mesa o presidente do TCE, Gildásio Penedo Filho, o conselheiro do TCM, Francisco Netto, o ex-governador Paulo Souto, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto, os deputados federais José Rocha e Paulo Azi; a terceira secretária da Câmara Municipal de Salvador, Cris Corrêa, e o empresário José Humberto Sousa. Em seguida foi formada uma comissão para conduzir o homenageado ao plenário, formada por Niltinho, Pedro Tavares (UB) e o ex-deputado Zé Cocá.
A solenidade seguiu com a execução do Hino Nacional pela Orquestra Sinfônica Garcia D´ávila e, em seguida, Manuel Rocha leu uma mensagem especial da presidente Ivana Bastos, que saudou o proponente e Gualberto. Niltinho, então, assumiu a presidência para permitir a Manuel fazer o discurso de elogio.
“Hoje a Assembleia lhe entrega sua mais alta honraria, a Comenda 2 de Julho, e concedê-la é dizer, em nome do Parlamento da Bahia, que sua trajetória deixou marcas, João”, disse o parlamentar, confessando que propôs a homenagem com o sentimento de que “sua contribuição ultrapassou os limites da sua atividade profissional e ajudou a construir a história do Estado”.
Manuel Rocha seguiu, afirmando que “estamos homenageando alguém que conhece o trabalho desde a base, que aprendeu desde cedo que nenhuma conquista duradoura acontece sem esforço, disciplina, coragem e disposição para assumir riscos”. Ele contou a trajetória do empresário, iniciada em 1980, em São Paulo, com a fundação da fábrica da Atol. Dois anos depois, voltou à Bahia para inaugurar a segunda unidade, no Polo de Aratu. Era só o começo.
Entrou pro setor varejista quando assumiu 12 lojas do Petipreço, e, mais tarde, o Hiperideal, rede que já chegou à Europa. “João Gualberto não construiu apenas empresas, mas oportunidades para si e para milhares de pessoas”, disse, lembrando que em cada empresa exitem trabalhadores “sustentando suas famílias e fornecedores prosperando”.
O proponente considera que João poderia ter permanecido apenas na iniciativa privada e já teria uma grande trajetória de vida. “Mas ele foi entrar para a vida pública”. Foi eleito prefeito de Mata de São João e reeleito mais duas vezes”, levando para a administração pública princípios que sempre defendeu na iniciativa privada: “Planejamento, eficiência, responsabilidade e compromisso com resultados”.
Segundo o parlamentar, ao assumir uma vaga na Câmara dos Deputados, “destacou-se pela defesa da transparência, da boa aplicação dos recursos públicos e pelo fortalecimento das instituições democráticas. Temos aqui um homem que conhece profundamente a iniciativa privada e a administração pública”.
“Não existe política social sustentável sem uma economia capaz de produzir riqueza. Portanto, João, esta homenagem não olha apenas para o passado. Ela também transmite uma mensagem para o futuro”, disse Manuel, acrescentando que “precisamos de mais pessoas dispostas a empreender, a acreditar no potencial das pessoas. Precisamos estimular nossos jovens a acreditar no trabalho e na capacidade de construir seus próprios caminhos. Precisamos valorizar empresas que gerem oportunidades e compreender que desenvolvimento econômico e desenvolvimento social caminham juntos”.
Para a entrega da medalha, Manuel Rocha convidou os filhos Maíra, Amanda e João Thomaz. Foi exibido um vídeo contando o histórico de realizações do homenageado e então foi a vez dele ocupar a tribuna para receber a distinção, 17 anos depois de ter estado naquele mesmo lugar para agradecer pelo Título de Cidadão baiano que lhe foi conferido.
AGRADECIMENTOS
Gualberto dedicou mais da metade do seu pronunciamento para fazer considerações sobre os componentes da Mesa de Honra e dos muitos amigos, familiares, políticos e empresários que se encontravam no plenário. Deixou um momento especial para família, afirmando que os filhos “são a coisa mais importante” que tem. Sobre a esposa, Geisy, se referiu como “minha querida, minha amada, meu amor”. Disse que, com ela, divide tudo: trabalho, viagem, tristeza e alegria. “Meu porto seguro diário, uma pessoa que me aconselha muito”.
Ele classificou aquele momento como uma das maiores honras da sua vida. “Filho de Maria Odília e João Pereira de uma família de 13 filhos, venho de uma família simples com poucos recursos, mas muito rica em ensinamentos”, contou. Ele disse que este ambiente lhe ensinou muito cedo o valor do trabalho e da responsabilidade, além de enxergar a vida com simplicidade e praticidade.
“Aprendi a enfrentar os problemas como eles são, buscar soluções e seguir em frente”, afirmou, considerando que “muitos valores que me acompanharam como empresário e como homem público nasceram justamente dentro daquela casa com meus pais e meus irmãos”.
Foi assim que ele chegou à Bahia aos 15 anos para estudar no Colégio Central. “Depois, mudei para São Paulo para cursar Engenharia Química, onde, em 1979, dei um dos primeiros passos da minha vida empresarial”. Ao voltar para instalar a Atol em Aratu, iniciou “uma história marcada por muito trabalho, esforço e realização. Foi na Bahia que cresci como homem, como empresário e como cidadão”.
Foi na Bahia também que ele constituiu a família e teve os três filhos. “Por isso, minha ligação com esta terra vai muito além da atividade profissional. Aqui está minha identidade, minha família, meus amigos e grande parte da minha história”.
Ele informou que, “ao longo dessa caminhada, tive a felicidade de participar da criação de diversas empresas e negócios. Passamos pelo Freelife Masa, pela Uniplast, pelo setor pela Baísa, a indústria de proteína animal. Depois veio uma mudança muito importante na minha vida empresarial, o varejo”.
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