O 66º aniversário de emancipação político-administrativa de Igaporã, comemorado nesta terça-feira, 1º de setembro, foi motivo de moção de congratulações protocolada na Assembleia Legislativa da Bahia pela presidente da instituição, deputada Ivana Bastos, que destacou a resiliência e a conquista da população do município aniversariante.
“A resiliência é uma marca muito presente na vida igaporense desde os primórdios da cidade, seja na formação da sociedade local, assim como na construção da história de sua gente, mais precisamente na vitoriosa saga pela independência do município”, disse a deputada, destacando a batalha jurídica travada pelo município na década de 50 contra a cidade de Caetité, pela emancipação política alcançada em 1960, no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF), após decisões exaradas em outras instâncias da Justiça.
No documento, Ivana destacou as origens de Igaporã, localizada na região Sudoeste da Bahia, inicialmente ocupada por populações indígenas, e povoada no século XVIII, pelos bandeirantes e colonizadores europeus atraídos pelo apogeu do ciclo do ouro na região. Em 1871 foi construída uma capela em louvor à Nossa Senhora do Livramento, o lugarejo denominado de Bonito e, mais tarde, a santa se tornou a padroeira do município.
A legisladora lembrou o processo de conquista da emancipação do povoado, elevado ao status de Freguesia em 1884, vinculada a Caetité. Cerca de 60 anos depois, teve a denominação alterada para Igaporã, termo originário do idioma tupi-guarani que tem como significado ‘água bela’ ou ‘rio bonito’. Em maio de 1953, Igaporã foi elevada à categoria de município, com território desmembrado de Caetité, mas a nova condição foi considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, e a localidade retornou à condição de distrito.
“No dia 1° de setembro de 1960 – data em que os igaporaenses celebram a emancipação política da cidade -, a Lei no 2.308/1960 devolveu a independência de Igaporã, assegurando-lhe o status de município, desligando-a em definitivo de Caetité”, relatou.
Ainda na moção, a chefe do Legislativo elogiou a economia do município, alicerçada na agricultura familiar baseada na produção de milho, feijão e mandioca -, na pecuária, no comércio, na administração pública e na seguridade social. Também destacou a cultura local, com “apreciado” calendário de festas populares, a exemplo da festa de São Pedro, de São Sebastião, Santa Maria e Nossa Senhora do Livramento, padroeira do município e os patrimônios materiais, como Casa de Pedra da Fazenda Santo Antônio, a Casa Grande da Praça da Igreja, a Igreja da Matriz, a Praça do Forró e o Centro de Cultura.
A parlamentar elencou os serviços públicos e de infraestrutura levados pelo seu mandato a Igaporã, com o objetivo de melhorar a vida dos moradores, tendo como foco as áreas de Educação e saúde públicas, segurança, energia elétrica, abastecimento de água e implementos rurais. Entre as ações proporcionadas ao município, Ivana citou a Unidade Integrada da Delegacia Territorial, com o Complexo Policial de Igaporã e o Pelotão da Polícia Militar, assim como os esforços para a construção da Praça Camila Malheiro de Moura Cotrim, para ampliação do canal e a construção de duas pontes no centro da cidade, o trabalho em prol do Colégio em Tempo Integral, “que tem assegurado perspectivas para o futuro da juventude”, além de entregas de ambulância, ônibus escolar e trator agrícola com implementos, e a realização do Sistema de Abastecimento de Água em cacimba e importantes obras de energia elétrica para as comunidades rurais.
“Pelo exposto, é que venho prestar esta justa homenagem à cidade de Igaporã, extensiva a todas as instituições e entidades de classe. Valho-me ainda da oportunidade para fazer uma saudação às mulheres e homens igaporaenses, pelo transcurso dos 66 anos de emancipação política do município, celebrado neste 1o de setembro de 2026”, concluiu.
Reportagem: Rita Tavares
Edição: Franciel Cruz
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