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Hilton Coelho cobra política de cuidado à saúde dos coordenadores pedagógicos

Publicado em: 02/09/2026 17:16
Editoria: Notícia

Parlamentar apresentou indicação no Legislativo endereçada ao governador da Bahia
Foto: Ascom/AgênciaALBA
O deputado Hilton Coelho (PSOL) apresentou, na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), indicação ao governador Jerônimo Rodrigues para a criação de uma política específica de cuidado à saúde física e mental das coordenadoras e dos coordenadores pedagógicos da rede estadual de ensino. A proposta prevê que profissionais com jornada de 40 horas, mediante indicação médica, tenham direito a um turno semanal para acompanhamento de sua saúde, sem prejuízo da remuneração.

Para Hilton, a medida responde ao processo de sobrecarga enfrentado pela categoria. “Não podemos exigir que quem cuida da educação e da comunidade escolar trabalhe até adoecer. O Estado precisa cuidar de quem cuida da escola pública. Saúde física e mental não podem ser tratadas como questões secundárias”, afirma.

Segundo o parlamentar, o acúmulo de demandas administrativas, pedagógicas e burocráticas tem reduzido o tempo disponível para o planejamento e aumentado a pressão sobre os profissionais. “Estamos falando de trabalhadores submetidos diariamente a uma avalanche de cobranças. O adoecimento não pode ser naturalizado como parte da profissão. Prevenir é obrigação do poder público”, destaca Hilton Coelho.

A proposta apresentada pela categoria prevê um turno semanal destinado ao acompanhamento médico e aos cuidados necessários, mediante indicação profissional. Para Hilton Coelho, a iniciativa deve ser compreendida como uma política de valorização e prevenção. “Garantir um turno para cuidar da saúde não é privilégio, não é folga e não é redução do compromisso com a educação. É uma medida de proteção ao trabalhador e de defesa da própria qualidade da escola pública”, enfatiza.

“O Governo da Bahia precisa ouvir os coordenadores pedagógicos e construir uma política permanente de cuidado. Não aceitaremos que a sobrecarga, o sofrimento e o adoecimento sejam invisibilizados. Valorizar a educação pública começa também por garantir condições dignas para quem trabalha nela”, conclui o deputado.

Reportagem: Ascom
Edição: Franciel Cruz



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