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Hilton lamenta morte de Amelinha Teles e destaca legado de resistência

Publicado em: 16/09/2026 12:16
Editoria: Notícia

Deputado apresentou moção de pesar pela morte de Amelinha Teles, destacando sua trajetória na defesa da democracia e dos direitos humanos
Foto: Ascom/AgênciaALBA
O deputado Hilton Coelho (PSOL) apresentou, na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), moção de pesar pela morte de Maria Amélia de Almeida Teles, a Amelinha Teles, ocorrido nesta segunda-feira (15). Histórica militante da democracia, dos direitos humanos e da emancipação das mulheres, Amelinha dedicou a vida, segundo Hilton, ao enfrentamento do autoritarismo, à defesa da memória, da verdade e da justiça e à construção de uma sociedade livre da opressão.

“O Brasil perde uma de suas mais corajosas lutadoras. Amelinha fez da própria vida uma trincheira contra a ditadura e contra todas as formas de violência e silenciamento”, afirmou o deputado. Jornalista, escritora e militante política, Amelinha enfrentou a ditadura militar, sendo presa e torturada pelo DOI-CODI.

“A violência de Estado, porém, não a calou”, contou Hilton, no documento. “Ao contrário, transformou a experiência da repressão em combustível para denunciar os crimes da ditadura e preservar a memória daqueles que lutaram contra o regime”. Para ele, Amelinha ensinou que lembrar é um ato político. “Os torturadores queriam o silêncio; Amelinha respondeu com memória, denúncia e luta”, acrescentou.

O parlamentar contou ainda que a trajetória dela também foi marcada pela luta feminista e pela organização popular. Fundadora da União de Mulheres de São Paulo e uma das responsáveis pela criação das Promotoras Legais Populares, Amelinha atuou para que as mulheres conhecessem seus direitos e se tornassem protagonistas de sua própria emancipação.

Segundo Hilton, durante a redemocratização e a Assembleia Nacional Constituinte, ela participou da mobilização para incorporar as reivindicações das mulheres à Constituição de 1988. “Amelinha sabia que não existe democracia verdadeira sem igualdade de gênero e sem mulheres ocupando o centro da luta por direitos”, afirma.

Para o legislador, a morte de Amelinha ocorre em um período em que o legado das lutas contra o autoritarismo permanece atual. “Os direitos que temos hoje não foram presentes dos poderosos. Foram arrancados pela luta de uma geração que enfrentou prisão, tortura, censura e perseguição para devolver ao Brasil o direito de respirar liberdade”, ressalta. Hilton defende que sua memória seja transformada em ação política permanente contra o fascismo, a violência de Estado, a misoginia e qualquer tentativa de naturalizar o autoritarismo.

“Uma geração de lutadoras e lutadores está partindo, e nossa tarefa é fazer a transição geracional: receber esse legado, preservá-lo e transformá-lo em novas lutas. Amelinha Teles não será derrotada pela morte porque sua história está incorporada à luta das mulheres, à defesa dos direitos humanos e à resistência democrática. Sua memória é trincheira. Seu exemplo é convocação. Amelinha Teles, presente!”, conclui Hilton Coelho.

Reportagem: Ascom
Edição: Divo Araújo



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