Por meio de indicação protocolada na Casa Legislativa, a deputada Fátima Nunes, vice-presidente da Assembleia Legislativa, solicitou ao governador Jerônimo Rodrigues que determine à Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades) a implantação de um Restaurante Popular no bairro Nordeste de Amaralina, na capital baiana.
No documento, a legisladora destacou a posição do referido bairro soteropolitano, como um dos complexos habitacionais mais populosos de Salvador, que concentra expressiva parcela de famílias em situação de vulnerabilidade social e econômica. Segundo Fátima, a situação dos trabalhadores informais, desempregados, autônomos e chefes de família da região é marcada pela busca diária por subsistência, tornando urgente a presença do Estado na oferta de refeições nutritivas a preços acessíveis. “Desta forma, as políticas públicas de combate à fome e de garantia da segurança alimentar ganham ainda mais relevância, especialmente em comunidades periféricas de grandes centros urbanos”, afirmou.
Ao defender a implantação do Restaurante Popular no Nordeste de Amaralina, a parlamentar destacou os impactos positivos que o equipamento social requisitado trará no que diz respeito ao combate à insegurança alimentar, à garantia de acesso diário a refeições balanceadas, higienicamente preparadas e supervisionadas por nutricionistas, ao alívio financeiro e na redução do custo de vida para famílias de baixa renda, e ao amparo direto a trabalhadores locais, ambulantes e à população idosa do bairro.
Além do “inestimável” valor social da medida, a parlamentar atestou a viabilidade técnica e responsabilidade fiscal da proposta, sugerindo a reutilização do prédio da antiga Escola Estadual Cupertino de Lacerda, cuja estrutura física se encontra desativada. “A revitalização desse imóvel para abrigar o Restaurante Popular cumpre a função social da propriedade, otimiza os recursos do Estado, evitando gastos com desapropriações ou aluguéis, e devolve à comunidade do Nordeste de Amaralina um espaço público transformado em vetor de dignidade, cidadania e bem-estar”, argumentou.
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