MÍDIA CENTER

Estagiários participam de roda de conversa sobre identidade de gênero e sexualidade

Publicado em: 15/10/2026 18:02
Editoria: Escola do Legislativo

A atividade foi conduzida pela advogada Clara Marinho, do Centro de Promoção e Defesa dos Direitos LGBT
Foto: MatheusCardoso/AgênciaALBA
Os estagiários de nível médio da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) participaram, nesta quinta-feira (15), de uma roda de conversa voltada para os temas de identidade de gênero e sexualidade. Ao todo, a atividade reuniu 28 estudantes, divididos entre os turnos matutino e vespertino, e foi conduzida pela advogada Clara Marinho e pela psicóloga Larissa Lemos, ambas do Centro de Promoção e Defesa dos Direitos LGBT (CPDD), órgão vinculado à Secretaria de Justiça e Direitos Humanos da Bahia (SJDH).

A iniciativa foi promovida pelo Programa de Atendimento Psicossocial dos Estagiários do Ensino Médio da ALBA (Pape), setor vinculado ao Departamento de Serviço Social, em parceria com o CPDD e com o apoio da Escola do Legislativo. O encontro teve como objetivo apresentar conceitos fundamentais da pauta LGBTQIAPN+, discutir o papel cidadão no acolhimento a essa população e estimular a conscientização entre os jovens.

Representando a equipe do Pape, a psicóloga Silvia Choucate Braga destacou a relevância de planejar ações preventivas alinhadas à realidade e às demandas dos próprios estudantes. “Identificamos a necessidade de abrir espaço para esse debate tanto a partir do interesse manifestado pelos estagiários quanto pela avaliação da coordenação. Essa fase em que eles estão se trata de um momento de muitas descobertas e dúvidas, em que até adultos encontram dificuldades para compreender a diversidade de gênero e sexualidade. Nosso foco é pautar o respeito e a cidadania, preparando esses profissionais em formação para que atuem como multiplicadores dessas reflexões”, ressaltou.

Já a palestrante Clara Marinho enfatizou a importância do letramento e da desmistificação da temática de maneira contínua. “Nosso trabalho busca promover o letramento de grupos historicamente marginalizados, aproximando o debate de diferentes públicos e faixas etárias. Estar com esses jovens hoje foi uma oportunidade muito produtiva para quebrar estigmas. O conhecimento é a principal ferramenta para desconstruir dogmas e combater o preconceito. Quanto mais nos informamos, menos reproduzimos esses erros”, concluiu a advogada.

Reportagem:  Thiago Virgílio 
Edição: Franciel Cruz



Compartilhar: