MÍDIA CENTER

Moção de Hilton Coelho lembra os 57 anos da morte de Marighella

Publicado em: 04/11/2026 12:42
Editoria: Notícia

Hilton apresentou moção de pesar em memória do dirigente comunista Carlos Marighella
Foto: Ascom/AgênciaALBA

O deputado Hilton Coelho (PSOL) apresentou, na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), moção de pesar pelos 57 anos do assassinato de Carlos Marighella, dirigente revolucionário, militante comunista e uma das principais referências da resistência à ditadura empresarial-militar brasileira. Baiano de nascimento, Marighella foi morto em 4 de novembro de 1969, em São Paulo, por agentes do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), em uma operação organizada pelo aparato repressivo do regime. Para Hilton, lembrar Marighella é reafirmar que a luta contra a opressão, a exploração e o autoritarismo permanece atual.

Nascido em Salvador, em 5 de dezembro de 1911, Marighella dedicou sua vida à luta política. Foi deputado federal constituinte pela Bahia, teve seu mandato cassado após a ilegalização do Partido Comunista e enfrentou prisões, perseguições e torturas ainda antes do golpe de 1964.

Com a instalação da ditadura, passou à clandestinidade e participou da fundação da Ação Libertadora Nacional (ALN), tornando-se um dos principais alvos da repressão. Para Hilton, seu assassinato, aos 57 anos, foi parte de uma política de Estado baseada na perseguição, na tortura, na execução e no desaparecimento de opositores políticos.

“Marighella foi um baiano que enfrentou de cabeça erguida a violência de um regime que queria destruir qualquer possibilidade de organização popular e contestação política”, afirmou o deputado, no documento. “Foi perseguido, preso, torturado e assassinado, mas não conseguiram eliminar sua história nem apagar as ideias pelas quais lutou. A ditadura queria impor o silêncio pelo medo. A memória de Marighella é uma resposta permanente a essa tentativa de silenciamento”

O parlamentar ressalta que a homenagem não pode ser reduzida a uma formalidade institucional ou a uma lembrança distante. Marighella, homem negro, filho de uma trabalhadora negra e de um imigrante italiano, representa uma trajetória de enfrentamento às estruturas de dominação e desigualdade. Sua memória permanece viva nas lutas de trabalhadores, estudantes, mulheres, movimentos populares e de todos que se recusam a aceitar a injustiça como destino.

“Não existe democracia verdadeira sem memória, verdade e justiça. Os crimes da ditadura não podem ser relativizados, os torturadores não podem ser celebrados e a violência de Estado não pode ser naturalizada. É preciso conhecer a história para impedir que o autoritarismo volte a avançar”, destaca o deputado.

Para Hilton, recordar os 57 anos do assassinato de Marighella também significa olhar criticamente para o presente e enfrentar as manifestações contemporâneas de autoritarismo, racismo, exploração e repressão. “Marighella não pertence apenas aos livros de história. Sua memória está nas ruas, nas organizações populares e em cada pessoa que luta por uma sociedade sem fome, exploração, racismo e opressão. Não basta homenagear quem resistiu à ditadura: é preciso continuar a luta por liberdade, justiça social e igualdade. Carlos Marighella, presente!”, conclui.


Reportagem:  Ascom
Edição: Divo Araújo 




Compartilhar: