DETALHES DA OBRA

Pontos Que Falam
COLEÇÃO: Acervo da ALBA
AUTOR: Elizabete Cordeiro Moitinho
ANO DA OBRA: 2022
TÉCNICA: Pontilhamento
LOCALIZAÇÃO: Dir. da Escola do Legislativo

Descrição

Harmonia, perfeição, sensibilidade: tudo junto e misturado na exposição Pontos que Contam, iniciada numa segunda-feira (07), e ficou exposta até (11/11/2022) no Saguão Josaphat Marinho, Espaço Cultural da Assembleia Legislativa. Diretamente de Irecê, no sertão baiano, para a capital Salvador, foi a primeira vez que a artista Elizabete Moitinho resolveu apresentar ao público o seu trabalho, composto de 14 mandalas, 9 móbiles e 10 incensários, um conjunto de peças produzidas com utilização da técnica de pontilhismo. A maior das mandalas, uma obra com 1 metro de diâmetro, chama a atenção de quem passa logo na entrada da Casa das Leis. Feita sob encomenda, e já vendida pelo valor de R $ 1.200, retrata Metatron, o arcanjo considerado braço direito e porta-voz de Deus na Terra, uma espécie de mediador entre o céu e os humanos. A mandala é uma forma geométrica de conexão entre o homem e o cosmo, que surgiu no século VIII, na Índia, espalhando-se posteriormente pela China e Japão, sendo um tipo de pintura difundida pelos monges budistas. Significa um círculo sagrado, um portal de energia que emana dela, pois a mandala fala pra você. As cores influenciam nesse tipo de energia e eu coloco toda a minha vibração nas cores, de modo que as pessoas possam sentir o poder e a emoção dessa arte milenar, salientou a artista. Suspensos no espaço por meio de fios, os móbiles se caracterizam pela leveza e equilíbrio, mas sempre em movimento. Um dos modelos mais bonitos da mostra simboliza a água, a terra, o fogo, o ar e o éter, os elementos da natureza em sintonia com o universo. Já os incensários, pequenos círculos de MDF recheados de cores vibrantes, são recipientes onde se queimam as substâncias aromáticas em homenagem aos deuses. A arte do pontilhismo tem sido um constante aprendizado para a antiga comerciária que trabalhava em uma loja de produtos agropecuários na sua cidade natal e jamais havia imaginado ter aptidão para a pintura. Durante a pandemia, eu passei um período muito difícil, fui demitida do emprego, fiquei muito ansiosa e com receio de recomeçar a vida, aos 56 anos. Através das redes sociais, achei interessante essa técnica, fiz um curso online, no início foi muito difícil, porque exige muita atenção e dedicação, mas com luta consegui chegar a esse nível, destacou Elizabete, que começou esta atividade profissional em abril de 2021. Para mais informações acesse https://www.al.ba.gov.br/midia-center/noticias/55797 FOTOGRAFIA: Sandra Travassos

Fonte das Informações: DIR DA ESCOLA DO LEGISLATIVO

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