Momentos antes do início da sessão de reabertura dos trabalhos na Assembleia Legislativa, o deputado Marcelo Nilo concedeu entrevista coletiva à imprensa e anunciou que vai encaminhar projeto de lei à Mesa Diretora reduzindo o período anual de recesso de 90 para 60 dias. Trata-se de uma adaptação à norma já adotada pelo Congresso Nacional e que permitirá aos parlamentares foco ainda maior nos trabalhos de plenário e das comissões.
Ele fez questão de frisar que recesso não significa um período de férias. Ao contrário, acredita que a imensa maioria de seus pares trabalha mais exaustivamente nessa época, pois, sem a responsabilidade de estar presente às comissões e ao plenário, as viagens às bases se sucedem – mas a modernidade impõe, em sua opinião, a concentração ainda maior dos esforços dos parlamentares na apreciação de projetos e nos trabalhos das comissões.
O presidente da Assembleia pretende ainda coordenar um esforço coletivo para a ampliação da quantidade de projetos de lei de autoria dos deputados colocados em votação. Observou que colocar em votação não significa aprovação, pois requisitos da constitucionalidade e legalidade precisarão ser observados. Nessa tarefa, vai precisar do apoio das lideranças partidárias e de todos os deputados estaduais, pois só através do consenso uma pauta de votações poderá ser organizada.
Ele anunciou também que em 2013 fará um concurso público para a contratação de profissionais para a diretora de Informática e Tecnologia da Informação, majoritariamente compostas de servidores contratados pelo reda, após um processo seletivo. Em sua gestão, já havia sido realizado um concurso público para a taquigrafia que considerou "não de todo vitorioso", pela discrepância de salários entre os funcionários mais antigos e os novos – que tem feito a Casa perder talentos.
SERVIDOR
O presidente da Assembleia elogiou a competência do quadro de servidores da Casa, a quem elogiou a dedicação e a capacidade técnica e a disposição permanente de buscar o aperfeiçoamento. Indagado sobre a colocação dos nomes dos funcionários e de seus salários na internet, manifestou a opinião contrária, pois "atinge a intimidade das pessoas e os funcionários não são pessoas públicas como os deputados – que já têm os subsídios divulgados".
Marcelo Nilo explicou que o plano de cargos da Casa, com os salários, já está na rede, mas garantiu que aguarda uma decisão final da Justiça sobre o tema – que cumprirá. Informou ainda que o parlamento da Bahia é o terceiro mais austero do país, sendo o segundo mais econômico per capita de todo o Brasil e, para ilustrar essas informações, revelou que o orçamento do Legislativo é de 1,12% do orçamento do Executivo, percentual que já foi de quase 5%.
REDES SOCIAIS