A economia da Bahia e as finanças públicas do Estado e do país terão um salto qualitativo neste ano. Otimista, o governador Jaques Wagner anunciou ontem à imprensa que a expectativa é de se colherem "frutos satisfatórios" em 2013, com oferta "de mais emprego e mais investimento no social e em infraestrutura".
Ele garantiu que está em curso processo de captação de investimentos para o Estado da ordem de R$ 4 bilhões, tendo como destaque o segmento da mineração. Wagner espera que, até o mês que vem, o governo federal edite medida provisória regulando o marco mineratório e que, a partir de então, possa ser deslanchado o projeto da Bamin, em Caetité, que engloba recursos de R$ 2 bilhões.
Para a Bahia, os recursos estão assegurados, garantiu, adiantando que a meta é aumentar as verbas em investimentos e agir "com severidade" em relação às aplicações em custeio. Jaques Wagner anunciou que o governo federal já abriu "espaço fiscal" (o 3º maior do país) para a Bahia, garantindo verbas de R$ 5,3 bilhões de crédito. Disse ainda que a ideia é inaugurar a Arena Fonte Nova em 29 de março.
O governo espera também que a presidente Dilma venha à Bahia para o lançamento da extensão da adutora de Irecê a Caetité, que se encontra em fase de teste da primeira etapa. A seca, por sinal, será uma das preocupações do Executivo neste ano. O governador saudou também o parque eólico baiano, restando apenas que a Chesf "consiga tirar o atraso verificado nas linhas de transmissão" e à Aneel cobrar da empresa o cumprimento do cronograma.
Além disso tudo, o governador foi enfático ao reafirmar que está disposto a colocar o metrô para funcionar. São "mais de meio bilhão" destinados à conclusão das obras, além de verbas do governo federal que estão disponíveis. Entre dinheiro público e privado, o metrô ainda consumirá R$ 3 bilhões. Tudo depende, entretanto, da reciprocidade do prefeito ACM Neto, com quem Wagner disse ter uma boa convivência, assim como o teria com qualquer prefeito que "não se negue a uma relação republicana".
Contido nas análises e declarações políticas, Wagner anunciou que, a pedido do ex-governador e presidente do PR, César Borges, está se reunindo nos próximos dias com o partido para discutir a inclusão da sigla no rol dos partidos apoiadores do governo.
REDES SOCIAIS