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Trajetória do partido é lembrada com emoção por Rosemberg

Publicado em: 26/02/2013 00:00
Editoria: Diário Oficial

No pronunciamento e na moção, parlamentar destacou os ideais que nortearam a fundação do PT
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O impossível não é uma palavra apenas para os fracos, que não têm projeto, mas também para aqueles que não acreditam em um sonho, em um ideal. Foi assim que Rosemberg Pinto, proponente da sessão especial de ontem, definiu a saga do Partido dos Trabalhadores, desde sua fundação até completar dez anos de presidência da República e seis à frente do Poder Executivo estadual.
Durante sua fala, o deputado ressaltou os avanços que o Brasil vem conhecendo desde a eleição de Lula, tanto no aspecto econômico quanto social. "Com o PT no poder, tiramos 22 milhões de brasileiros da linha de extrema pobreza, priorizamos os mais pobres e expandimos a economia do país, gerando mais de 18 milhões de empregos". Wagner também foi parabenizado pelo deputado, que lembrou as melhorias na qualidade vida dos baianos, com o acesso à água, luz e alimento para todos.
Rosemberg destacou que o plenário reuniu, ontem, muitos dos que sufocados pelo arrocho salarial, pelas péssimas condições de trabalho, pelo descumprimento do direito de greve e pela repressão da ditadura, decidiram dizer não e lutar por uma alternativa de poder que lhes permitissem uma vida melhor.
De acordo com o parlamentar, trata-se "de um bando de loucos (na década de 70) por seguir um dirigente sindical, organizador de greves, que gritava que era possível, sim, criar um partido no qual a classe operária teria voz, vez, respeito e dignidade para brigar por um Brasil justo, democrático e popular".
"O que comemoramos hoje é fruto dessa política que começou a ser construída no final da década de 70", definiu, ressaltando a honra que sente por liderar a maior bancada da Assembleia Legislativa. Neste aspecto, ele dedicou boa parte do pronunciamento ao trabalho do falecido deputado Paulo Jackson na formação da bancada do partido e da oposição ao regime carlista.
"Assim como Lula e o PT, a minha militância política está completamente atrelada ao movimento sindical." Ele disse que estava presente na primeira vez que Lula falou na criação de um partido, durante o Encontro Nacional dos Dirigentes Sindicais de Petróleo e Petroquímica, no Hotel da Bahia.

MOÇÃO

O número de assinaturas de parlamentares petistas que apoiaram a moção de aplauso ao PT, apresentada pelo líder Rosemberg Pinto pelos 33 anos de fundação, já é uma referência ao partido: 13. No documento, o parlamentar defende a iniciativa pela evidente contribuição da legenda "ao desenvolvimento do Brasil, por ter retirado milhões de brasileiros da pobreza e ter alçado este país à atual condição de nação com pleno emprego".
O início de tudo foi em 10 de fevereiro de 1980, data em que sindicalistas, lideranças comunitárias, religiosos, intelectuais de esquerda, profissionais liberais, militantes na resistência à ditadura, defensores de direitos humanos, trabalhadores do campo e da cidade se reuniram no Colégio Sion, em São Paulo, para a criação "de uma das maiores experiências partidárias da América Latina. O TSE reconheceu oficialmente a sigla dois anos depois, tendo a primeira ficha de filiação assinada por Apolônio Carvalho, seguido pelo crítico de arte Mário Pedrosa, pelo crítico literário Antônio Cândido e pelo historiador Sérgio Buarque de Holanda.
"O PT é a agremiação de uma das maiores lideranças políticas da história do país, o ex-presidente Lula, da atual presidente Dilma, do nosso governador Jaques Wagner e de tantos outros grandes nomes", enaltece a moção.



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