Jonas Paulo, 59 anos, nasceu no Morro do Urubu, Rio de Janeiro, filho de imigrantes alagoanos. "Nasci exilado", definiu, contando que só conheceu a zona sul carioca quando tinha 18 anos. Não ficou muito tempo por lá: católico ligado à Pastoral da Terra, enfrentou a ditadura até ser exilado. Passou por Argentina, Portugal e França, onde cursou sociologia, e Angola, onde combateu por quatro anos, durante a guerra pela independência de Angola, pelo MPLA.
"Sai da Cidade Luz para ir morar em Ibotirama, onde ainda não havia luz elétrica", comparou. Foi ali que se engajou na fundação do PT, assumindo, posteriormente, diversas funções de dirigente estadual e nacional. O deputado João Bonfim (PDT) lembra daquela época, "conheci Jonas em Ibotirama e nos tornamos amigos", contou, ressaltando que "em momentos de adversidade ele revelou o seu caráter", ao procurar explicar porque partiu dele a homenagem a um dirigente de outro partido.
O pedetista era gerente do Banco do Brasil e lembrou que foi ali que o homenageado constituiu família e desenvolveu importante trabalho à frente da Fundação de Desenvolvimento Integrado do São Francisco, com o objetivo de apoiar famílias e grupos sociais carentes. "Por si só, o vasto currículo justificaria a homenagem, porém há que se evidenciar a força de vontade, persistência e eficiência que o credenciam perante a sociedade baiana", defendeu, tendo sua proposição aprovada na Assembleia por unanimidade.
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