Durante encontro com promotores de justiça da Bahia, o presidente da CPI do Tráfico de Pessoas da Câmara, deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA), afirmou que a comissão vai propor uma série de ajustes e mudanças na legislação atual para coibir e dificultar o tráfico humano no país.
O encontro aconteceu no Ministério Público baiano, na manhã de ontem, quinta-feira. A reunião, que antecede uma audiência pública a ser realizada também no auditório da instituição, serviu para a CPI trocar informações com promotores que atuam na investigação do caso das adoções irregulares de crianças registradas no município de Monte Santo.
A presidente da Comissão dos Direitos da Mulher, deputada Luiza Maia (PT), contribuiu com a discussão apresentando outros casos de adoção ilegal que aconteceram na Bahia. "Vamos lutar para que uma CPI seja instalada aqui no nosso Estado. Já falei com o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo e ele deu total apoio", diz Luiza. Depois da reunião, a deputada acompanhou a audiência pública promovida pelos membros da Comissão Parlamentar de Inquérito, que ouviu o depoimento da empresária Carmen Topschall, acusada de intermediar a transferência de cinco crianças de Monte Santo para o Sudeste do Brasil sem a autorização de suas famílias.
Para o 1º vice-presidente da Assembleia, deputado Yulo Oiticica (PT), membro do colegiado de Direitos Humanos da AL, "a CPI dá uma demostração de empenho e dedicação na investigação do tráfico de seres humanos e adoções ilegais de crianças. Não podemos dar trégua a esses criminosos e devemos combatê-los diante destas graves violações dos Direitos Humanos. Fico muito feliz, após minha solicitação na audiência, realizada em Brasília, no mês de outubro de 2012, que a CPI tenha vindo à Bahia".
REDES SOCIAIS