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AL concede cidadania baiana ao almirante Miguel Ângelo

Publicado em: 01/03/2013 00:00
Editoria: Diário Oficial

O democrata Paulo Azi afirmou que o militar ''construiu uma carreira extraordinária''
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Próceres da sociedade civil e militar da Bahia e do Rio de Janeiro se reuniram ontem à tarde, na Assembleia Legislativa, para prestigiar a sessão especial em que o almirante-de-esquadra Miguel Ângelo Davena foi condecorado com o título de cidadão baiano. O militar pernambucano de nascimento comandou o II Distrito Naval no biênio 2002/2003 e atualmente é membro da Organização Marítima Mundial. A honraria foi proposta pelo deputado Paulo Azi (DEM) e aprovada pelo plenário da Casa, na última sessão do ano passado.
A sessão foi aberta pelo 2º vice-presidente Sandro Régis (PR), que promoveu a composição da mesa, que contou com a presença dos comandantes do II Distrito Naval, vice-almirante Antonio Dias; da Base Aérea de Salvador, coronel-aviador Maurício Sampaio; do secretário da Indústria Naval e Portuária, Carlos Costa; do desembargador Carlos Alberto Dultra Cintra; o chefe da Casa Militar do Governo do Estado, coronel Rivaldo dos Santos. A Sociedade dos Amigos da Marinha também esteve representada por Claudelino Miranda.

PERFEIÇÃO

Recebido com aplausos por um plenário tingido de branco, Davena se persignou junto aos presentes para a execução do Hino Nacional, que antecedeu o discurso de saudação proferido por Paulo Azi. O parlamentar fez uma breve explanação sobre a carreira do militar para afirmar que as relações com a Bahia foram "intensas e produtivas: aqui fez e tem muitos amigos, revelando-se um ser humano que procura a perfeição no cumprimento dos mínimos deveres e se mantém humilde no desempenho de funções de destaque". Como demonstração desta integração, lembrou que, aqui, tornou-se membro das irmandades do Santíssimo Sacramento, de Nossa Senhora da Conceição e do Bom Jesus do Bonfim.
Ainda segundo Azi, Davena "construiu uma carreira extraordinária, acumulando prêmios, vitórias e condecorações, tendo conquistado um lugar de honra, glórias e admiração na Marinha do Brasil". O exercício de suas funções no estado se caracterizou por "um período próspero de ações, projetos, otimização de recursos e realizações". Por outro lado, ele reconheceu no II Distrito um modelo para a Marinha.

AGRADECIMENTO

"Esta é uma tarde muito especial para mim", confessou o almirante pouco depois de ser condecorado com a placa honorífica e da execução do Cisne Branco, hino da Marinha brasileira. Ele contou que ficou pensando no que iria dizer, quando recebeu a notícia de que iria receber a distinção, e decidiu que deixaria o coração falar, visto "faltar-me engenho e arte para construir o discurso desta tarde". Baianamente, agradeceu ao Senhor do Bonfim, a Nossa Senhora da Conceição da Praia e a Iemanjá "por chegar com saúde para vivenciar este belo momento da minha vida".
Dirigindo-se a Azi, disse que "esta honraria concedida tantos anos após minha passagem por aqui me dá a sensação de que não fui esquecido pelos baianos". Elogiou o DNA do deputado, lembrando a figura de Jairo Azi, e o partido, "que me traz à memória de um dileto e ilustre amigo, o saudoso governador e líder baiano ACM, figura nacional que dispensa qualquer comentário". O homenageado fez questão de ressaltar o papel da esposa Everilde em sua vida ("que, se pudesse ter escolhido onde nascer, teria sido a Bahia"), da filha Andréa, dos pais, amigos e da Marinha do Brasil.



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