O deputado Augusto Castro (PSDB) foi eleito ontem pela manhã, por unanimidade, presidente da Comissão Especial do Porto Sul, permanecendo Rosemberg Pinto (PT) como vice. A sessão foi presidida pelo ex-presidente do colegiado deputado Coronel Gilberto Santana (PTN), que deixou o cargo para assumir outro cargo importante na Casa e teve os parlamentares Ângela Sousa (PSD) e Pedro Tavares (PMDB) como escrutinadores. O colegiado continuará reunido-se sempre às quartas-feiras no horário das 9h30.
Mesmo sendo uma sessão para eleição do novo presidente, a mesma foi marcada pela preocupação dos deputados em virtude da situação crítica em que se encontram os cacauicultores baianos que sofrem com a exportação desenfreada e, muito mais agora, com a importação de cacau da África, produto este considerado perigoso, pois está sujeito a pragas e, por isso, não entra no mercado europeu.
MINERAÇÃO
O novo presidente Augusto Castro garantiu todo o apoio à Frente Parlamentar que luta pela revitalização da região cacaueira e quer tratar também com destaque, na sua vasta agenda de trabalho, sobre mineração, também no sul do estado.
"Vamos promover um debate sobre a Bahia Mineração, que está fazendo um trabalho muito bom na região sul, envolvendo os municípios de Ilhéus e Itabuna", destacou o novo presidente, que elogiou também o movimento realizado anteontem, em Ilhéus, para revitalização da lavoura cacaueira e do tradicional Porto do Malhado, que precisa urgentemente de investimentos.
O vice-presidente Rosemberg Pinto acha que a comissão, nesse momento, precisa incorporar algumas ações que dizem respeito não somente ao Porto Sul, mas também ampliar sua competência e tratar da revitalização da lavoura cacaueira: "Fiquei feliz com a manifestação dos cacauicultores, que solicitam ao governo federal que impeça a importação do cacau para que o nosso produto possa ter preço e disputar com outros mercados", comentou.
O coronel Gilberto Santana considerou inviável a colheita do cacau com preço de R$ 57 por arroba. Na mesma linha foi o seu colega Pedro Tavares, que afirmou, ainda, ser impossível manter uma fazenda vendendo o produto por essa importância. "Estão importando cacau da África e da Ásia e o nosso produto, que é de grande qualidade, é exportado, deixando o mercado interno dependendo de produto importado e sujeito às pragas", salientou Santana.
Pedro Tavares, que colhe assinatura para criação da Frente Parlamentar, lembra que os produtores estão endividados e toda a região sul do estado pede justiça, pois, durante muitos anos, representou 60% do PIB do Estado. Os deputados Mario Negromonte Júnior (PP), Ângela Sousa (PSD) e Maria del Carmen (PT), integrantes do colegiado, também apresentaram propostas para organização do cronograma de trabalho, demonstrando muita preocupação com a região sul do Estado.
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