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Dia Internacional da Mulher é destacado por parlamentares

Publicado em: 11/03/2013 00:00
Editoria: Diário Oficial

Carlos Geilson destacou conquistas ''históricas''
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O Dia Internacional da Mulher, instituído pela Unesco em 1911, completa 102 anos hoje. A data foi registrada pelos deputados Carlos Geilson (PTN), Targino Machado, Sidelvan Nóbrega (PRB), Coronel Gilberto Santana (PTN) e Augusto Castro (PSDB). Em moção de congratulações, eles resgataram a história da criação deste dia, instituído para lembrar uma manifestação organizada de centenas de operárias que reivindicavam o direito à licença-maternidade, a redução da jornada de trabalho e salários iguais aos dos homens, em 8 de março de 1857, quando morreram queimadas 129 mulheres em uma fábrica têxtil de Nova Iorque (EUA).
Ao longo dos anos, diz Carlos Geilson, "muitas têm sido as vitórias das mulheres. Conquistaram direitos como o de frequentar escolas, votar e se candidatar a cargos políticos, praticar esportes e representar o país em competições esportivas, entre outros", conta o parlamentar, para quem o Dia Internacional da Mulher "é o símbolo da emancipação feminina.
O valor da mulher, prossegue Geilson, "é deveras abrangente, não se resume apenas no fato de ser ela a precursora da família", sendo que "no Brasil existem mais mulheres que homens. Elas ocupam cada vez mais espaço no mercado de trabalho. E já são responsáveis por 25,9% dos domicílios brasileiros e correspondem a 41% da população economicamente ativa do Brasil".
Segundo Targino Machado, o 8 de março é um dia de luta em todo o mundo por igualdade, autonomia e soberania popular. Ele afirmou ainda que "as mulheres sonham com um mundo melhor e mais humano, e acreditam que o dia 8 de março é um momento especial para que as autoridades locais, estaduais, nacionais e internacionais se voltem para a conscientização desta luta".
O parlamentar atesta que muito já foi conquistado, mas alerta que muito falta também por conquistar, uma vez que as mulheres ainda enfrentam "a divisão de tarefas domésticas, o salário diferenciado entre homens e mulheres que cumprem a mesma função, a violência doméstica que deve ser combatida com políticas públicas adequadas, o silêncio da violência contras meninas, adolescentes e idosas, a sutil discriminação racial, principalmente das mulheres negras, que recebem 40% a menos que as mulheres brancas".
Sidelvan Nóbrega aproveitou para destacar que a data rememora as lutas travadas por mulheres que reivindicavam melhores condições de trabalho e de vida. De acordo com a proposição do deputado, os protestos serviram de incentivo para mulheres de todo o mundo. "A partir dessas manifestações, as mulheres de todo o mundo tomaram consciência de seu potencial e se dedicaram mais ao estudo, começaram a buscar a realização no trabalho fora do lar. Prova disso é que a cada dia cresce o número de mulheres empreendedoras, diretoras, presidentes. São conquistas econômicas, sociais e políticas que há muito tempo elas tinham capacidade de adquirir, mas foi necessário muita luta para alcançá-las, pois eram bastante discriminadas pela antiga sociedade."
A data também foi celebrada pelo deputado Gilberto Santana. No documento que apresentou, ele garante que o 8 de março é um marco na sociedade, pois significou o início de uma longa e árdua caminhada para as mulheres de todo o mundo que seguiram imbuídas desse espírito, vindo a desempenhar papéis fundamentais na história. "Não podemos negar que a batalha ainda segue, pois os números de agressões contra o sexo feminino é alto e, infelizmente, revela uma prática cultural, onde a ideia da subserviência e do sofrimento ainda imperam."
O deputado Gilberto Santana, acredita que a legislação já contempla instrumentos legítimos e eficazes de combate à violência, mas a maior barreira é o comportamento social. "Parabenizo todas as mulheres e aproveito para reafirmar meu compromisso de utilizar os meios necessários que disponho para combater as injustiças e a violência contra as mulheres."
Por fim, Augusto Castro "desejou que não apenas no Dia Internacional das Mulheres, mas em todos os dias, as mulheres sejam respeitadas por todos os homens e também pelas próprias mulheres".
A Lei Maria da Penha é citada pelo deputado como um avanço na garantia dos direitos das mulheres no Brasil. "É certo que esta lei é consequência de um gravíssimo caso de violência doméstica, mas tem sido um apoio às milhares de mulheres que são submetidas a diversos tipos de agressões por parte daqueles a quem dedica o seu amor e atenção, na maioria das vezes pais dos seus filhos", avalia.
Augusto Castro também defende maior participação das mulheres na política. "O número de parlamentares no Congresso nacional ainda é ínfimo", argumenta. O deputado aponta que na Câmara Federal, dos 513 deputados, apenas 43 são mulheres; no Senado, das 81 cadeiras, somente oito são ocupadas por mulheres. Já na Assembleia Legislativa, ele lembra que só 11 mulheres foram escolhidas pelos eleitores baianos para lhes representar.



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